Por Cláudio Chiusoli
Às vezes, ao escrever meus textos sobre economia, estou frequentemente em diálogo com empresários, consultores e professores, e chego à conclusão de que não são apenas aqueles que estudam economia, independentemente de suas visões políticas, que notam que estamos vivendo em uma imensa bolha que pode estourar a qualquer instante.
É curioso ver a gestão do atual governo e seus apoiadores – que outrora criticavam nas redes sociais o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos, por conta da taxa alta da Selic -, agora em silêncio, já que a Selic chegou a 14,75% ao ano.
Embora seja verdade que a economia está aquecida e o índice de desemprego baixo, mas é preciso pensar a que custo isso ocorre. Um governo populista e sem controle nos gastos é o principal causador dos problemas econômicos, onde os gastos públicos contribuem para essa conjuntura.
A inflação continua elevada e não se reduz em razão do gasto acentuado do governo. Muitos meios de comunicação tendenciosos fornecem informações distorcidas para a população, com comentaristas econômicos que têm um forte viés político ideológico. A realidade é pouco abordada, a não ser em algumas mídias mais isentas. Dos dados informados, até a equipe técnica do IBGE crítica o presidente do IBGE, alegando que algumas informações estão sendo manipuladas.
Os grandes banqueiros que apoiaram o governo já estão se afastando, pois entendem que uma alta inadimplência não é vantajosa. Os dados do Serasa indicam que mais de 76,6 milhões de brasileiros estão endividados. O mercado financeiro já faz uma má avaliação da gestão do governo.
É evidente a falta de preparação na equipe econômica, que parece tomar decisões por improviso, como ao tentar taxar o Pix e aumentar o IOF, o que não deu certo.
O governo ignorou a lei das estatais e, sem critérios claros, notícias afirmam que quase R$1 bilhão foi gasto em patrocínio em eventos culturais, enquanto as estatais passam por sérias dificuldades financeiras.
Além disso, existe um verdadeiro assalto no INSS e para criar uma narrativa, o governo atribui a culpa à gestão anterior.
A bolha com prazo
O país corre o risco de ruir e o legado que o governo deixará é um imenso problema para a população, especialmente para os de baixa renda familiar. Em seu terceiro ano de governo, essas são as críticas principais, como:
• Perda de controle sobre a inflação e aumento nos custos dos alimentos;
• Desvalorização do real e alta do dólar;
• Crescimento do déficit fiscal e da dívida pública;
• Falta de confiança no governo e diminuição da credibilidade do mercado; e
• Crise nas estatais e desvio de recursos da previdência.
Fico com a famosa frase atribuída à primeira-ministra britânica Margaret Thatcher que mostra a realidade: “A proposta do socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros.”
Uma excelente semana!
Foto: imagem gerada por IA/Freepik
Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.
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Respostas de 4
Otima analise e economica financeira.
Gratidão pela apreciação do ensaio
Bom dia !!!
Artigo muito oportuno !!!
Resumiu a situaçao atual de maneira incontestável !!!
Parabéns professor !!!
Muito obrigado Semi pela apreciação da leitura do meu ensaio