Por Cláudio Chiusoli
Em 2024, o Brasil alcançou a sua pior nota e classificação na história do Índice de Percepção da Corrupção, ficando na 107ª posição entre 180 países. Essa série histórica, que teve início em 2012, reflete um cenário alarmante para o país.
Dentro do contexto da Economia do Crime, este estudo abrange diversas formas de infrações, incluindo: i) roubo e furto; ii) tráfico de drogas; e iii) crimes de colarinho branco (crimes não violentos).
A “Economia do Crime” aplica princípios econômicos para entender o comportamento criminoso. Em vez de encarar o crime como um ato puramente irracional ou desviado, essa perspectiva considera que os indivíduos tomam decisões sobre se envolver ou não em atividades ilegais a partir de uma avaliação racional dos custos e benefícios esperados.
Eles agem de forma deliberada, baseando-se na premissa de que os possíveis ganhos de suas ações ilegais, como dinheiro, bens ou status, superam os custos associados, incluindo a probabilidade de serem capturados e a gravidade das punições.
Assim, não são apenas as organizações criminosas que causam danos ao Brasil; é fundamental considerar também a participação de agentes governamentais, políticos e empresas que se envolvem em práticas ilícitas.
Economia do crime: desvios bilionários dos cofres públicos
Recentemente, os noticiários trouxeram à tona as fraudes no INSS, onde bilhões de reais destinados aos aposentados foram desviados. Além disso, ainda se lida com escândalos recentes, como o Petrolão e o Mensalão, que também envolveram desvios bilionários.
Em síntese, a análise da economia do crime oferece uma perspectiva valiosa para entender as razões que levam à prática de delitos, como operam os mercados criminosos e de que maneira as políticas públicas podem ser estruturadas para reduzir a criminalidade de forma mais eficaz.
Essa abordagem busca compreender o crime não apenas como um problema social ou moral, mas também como uma resposta a incentivos ou oportunidades que recebem.
O Brasil, com sua vasta economia, poderia proporcionar uma qualidade de vida e bem-estar muito melhores para sua população do que a realidade atual demonstra.
É revoltante constatar que, até o momento, ninguém foi preso e muitos dos responsáveis foram majestosamente soltos pelo judiciário.
Desejo a todos uma excelente semana!
foto: Freepik
Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.
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Respostas de 2
Na pauta do judiciário, não tem condenação severa para os crimes dessa natureza.
Dentre tantos problemas que temos, as consequências de um mal julgamento ou não condenação, chega a faltar para os mais desassistidos e para mudanças na base de nosso povo. Outro problema é: com qual qualidade dos professores posso mudar isto?
Olá Roberto, é um reflexo do momento atual, em que nossos líderes e o sistema como um todo precisam trabalhar mais seriamente para construir um país onde todos tenham oportunidades econômicas.