Por Cláudio Chiusoli
É motivo de preocupação, está em destaque nas mídias, o Brasil lida com o déficit duplo.
O duplo déficit refere-se a dois conceitos econômicos: o déficit público (gastos maiores que as receitas do governo) e o déficit em transações de conta corrente (importações maiores que as exportações, incluindo balança comercial e de serviços), o que torna a economia mais vulnerável.
Portanto, há uma influência desses indicadores que podem resultar na instabilidade prevista, que inclui a dívida pública, as taxas de juros e a inflação, sendo que esses três fatores estão profundamente relacionados.
- Dívida pública e juros: para atrair investidores, é necessário que o governo ofereça uma taxa de retorno maior de juros. Quando o déficit fiscal do país é considerado elevado, os empréstimos ao governo requerem uma taxa de juros mais alta. Isso eleva o custo de renovação da dívida, pressionando ainda mais as contas públicas.
- Dívida pública e a inflação: o método que o governo utiliza para financiar sua dívida influencia a inflação. Ao gastar mais do que arrecada, o déficit fiscal se amplia e a maior circulação de dinheiro ajuda a elevar os preços. Ademais, uma dívida pública alta provoca desconfiança nos investidores, valorizando o dólar, o que encarece as importações e impacta a inflação.
- Inflação e juros: a taxa de juros é utilizada pelo Banco Central como uma ferramenta para controlar a inflação por meio de sua política monetária, mas isso tem o efeito colateral de diminuir a atividade econômica, reduzir o consumo e aumentar o custo do crédito tanto para empresas quanto para as famílias.

Em síntese, enfrentamos um déficit fiscal que aumentou a dívida pública do governo
Estamos diante de um estado excessivamente inchado e gastador e, entre diversos gastos, por exemplo, é alarmante que, conforme as notícias, mais de 94 milhões de cidadãos brasileiros dependem de programas assistenciais oferecidos pelo governo.
Para cobrir essa dívida, o governo é obrigado a arcar com juros mais elevados, gerando um ciclo complicado e frequentemente desafiador para a administração econômica do país já discutimos anteriormente sobre essa bolha que está prestes a estourar.
Mantenha-se informado. Tenha uma boa semana.
Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.
Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com.
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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINE̅NSE.



Respostas de 2
Muito bom material. A expressão clara e precisa de um futuro instável e preocupante para esta Nação.
Triste realidade !!!