Por Cláudio Chiusoli
Não resta dúvida de que qualquer cidadão, independentemente de sua posição política – seja à esquerda, no centro ou à direita – reconhece que é uma economia sólida serve como o motor financeiro essencial para a qualidade de vida e a estabilidade social de um país.
Quando o cenário econômico é favorável, as informações se traduzem em bem-estar compreensível para a população por meio de mecanismos diretos, a exemplo destes:
- Geração de emprego e renda: as empresas costumam expandir suas equipes, e, com os postos de trabalho, as famílias conseguem obter salários que atendem suas necessidades básicas (alimentação, habitação, saúde) e que também permitem acesso a lazer e educação privada.
- Financiamento de serviços públicos: cada atividade econômica, como consumo, lucros e salários, resulta na arrecadação de impostos. Apenas com esses recursos, o governo é capaz de construir hospitais, manter escolas públicas, asfaltar ruas e pagar policiais e professores. Sem o funcionamento da atividade econômica, as finanças públicas se esgotam, visto que o Estado não cria riqueza.
- Proteção contra a inflação: economias mal geridas enfrentam níveis altos de inflação, resultando em uma rápida desvalorização da moeda no mercado e dos salários. Uma economia robusta garante a estabilidade dos preços e o poder de compra, especialmente das camadas mais baixas da sociedade.
- Redução da desigualdade e da criminalidade: regiões com abundância de empregos e boas oportunidades de negócios tendem a registrar índices mais baixos de criminalidade e vulnerabilidade social. O crescimento econômico proporciona oportunidades de mobilidade social.
- Inovação e bem-estar social: um setor sólido atrai investimento para novas tecnologias, melhores tratamentos de saúde, infraestrutura de transporte e saneamento básico, o que contribui para o aumento da qualidade de vida da população.
Resumidamente, a distribuição de renda e a manutenção de políticas públicas estão essencialmente ligadas à prévia necessidade de um setor produtivo capaz de gerar essa mesma riqueza.
O que você acha? Fique por dentro!
Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.
Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com.
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