Por Cláudio Chiusoli
Na academia existem dois tipos principais de inflação, denominadas como inflação de custo e de demanda, e são assim definidos:
1) Inflação de demanda: refere-se quando a demanda é maior que a oferta.
2) Inflação de custo: refere-se quando há um aumento no preço dos produtos como, a gasolina, energia, embalagens, impostos e preços em dólares.
No cenário econômico atual, o Brasil enfrenta uma inflação de custos persistente, impulsionada principalmente pelo aumento nos preços de insumos básicos e logística, que é diferente da inflação de demanda, quando as pessoas compram mais. A de custo ocorre quando produzir ou transportar produtos fica mais caro.
A taxa oficial de inflação do país foi de 0,67% em abril, conforme informações do IBGE, que já acumula um aumento de 2,60% neste ano e de 4,39% nos últimos doze meses.
Mesmo diante desse número, a inflação permanece dentro dos limites da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Para o ano de 2026, a meta é manter o IPCA em 3%, com um teto de 4,5%.
O grupo que mais influenciou a inflação foi o de alimentação e bebidas; em seguida, vem saúde e cuidados pessoais. Juntos, esses dois setores foram responsáveis por aproximadamente 66% de toda a inflação registrada no mês.
O que causa a inflação de custos

O que explica essa pressão nos custos são:
- Combustíveis e logística: devido a alta nos preços da energia e dos derivados de petróleo, como o diesel e gasolina. Sua causa é devido aos bloqueios em rotas internacionais (como o Estreito de Hormuz) e tensões no Oriente Médio que elevaram o preço do barril de petróleo, encarecendo o frete rodoviário.
- Alimentos (setor agropecuário): devido a entressafra e o clima mais seco reduziu a qualidade das pastagens, obrigando produtores de leite a investir mais em ração (um custo direto de produção). Além disso, os insumos utilizados no campo sofreram com o custo de fertilizantes e ração continua pressionado, afetando itens básicos como carnes e hortaliças.
- Preços administrados foram reajustados: como os medicamentos que tiveram reajuste autorizado elevando os custos operacionais de saúde e o gasto direto do consumidor, além da energia elétrica e gás de cozinha.
De acordo com o Boletim Focus, já se ajustou as expectativas de inflação para cima, sinalizando que a pressão nos custos estão difíceis de controlar mesmo com taxas de juros elevadas (/).
Fique por dentro.
Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR. Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com. Acompanhe meu canal do Youtube e minhas redes sociais Linkedin, Facebook e Instagram.
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