Skip to content

Seu Dia a Dia – Inflação de custo ou de demanda?

Já reparou, quantas vezes no supermercado, notamos que os preços de produtos como tomate, batata, laranja, que custava R$ 2 o quilo, de repente, subiu para R$ 8, R$ 9 ou mais? Mas, como assim? Certamente já devem ter uma boa ideia e compreensão que a inflação é o aumento dos preços dos produtos em determinado período de tempo (calculado pelo IBGE – IPCA). Dessa forma, fica aquela sensação, os preços aumentaram e por qual motivo? E qual o seu real impacto no nosso dia a dia?

Destaco duas principais definições quanto ao tipo de inflação mais comum, pois fica a dúvida, se está mais para inflação de custo ou de demanda em relação a sua causa. Resumidamente:

1) Inflação de demanda: é causada quando ocorre o aumento do consumo. Exemplo: a procura por um produto ser maior que a produção. A famosa frase “lei da oferta e procura”.

2) Inflação de custo: é causada quando ocorre o aumento dos preços dos insumos de modo geral para as empresas. Exemplo: aumento no preço da matéria-prima, energia, embalagens, gasolina, impostos e dólar.

E agora, já pensou, porque os preços sobem? Acertou quem imaginou ser o movimento mais forte para inflação de custo, pois esses sinais são mais evidentes.

Verificamos claramente, pois, logo após o início da pandemia, esses “insumos” aumentaram muito e com a alta do dólar, tudo ficou ainda mais caro, de produtos eletroeletrônico a material de construção.

E a explicação é simples, o comércio, simplesmente tem que repassar esses aumentos de custo ao consumidor final, que claramente reflete nos indicadores de inflação.

E, por outro lado, torna-se mais claro de entender que não foi por meio da demanda, justamente porque houve uma queda acentuada no consumo de vários produtos em função da quarentena, devido a decretação de fechamento do comércio local.

Moral da história, observem a influência que a inflação tem no nosso dia a dia, a exemplo do IGPM (calculado pela Fundação Getúlio Vargas – FGV) que acumula alta de quase 22% no ano e de 24,5% nos últimos 12 meses, que certamente já está impactará na correção do aluguel e demais contratos.

Fica a leitura. Desejo uma ótima semana!

Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR. Facebook: fb.me/claudio.luiz.chiusoli
Instagram: @claudio.chiusoli
Linkedin: https://br.linkedin.com/in/claudio-chiusoli-50819531
Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com. Acompanhe meu canal do YouTube

Foto: Steve Buissinne por Pixabay

Compartilhar:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Designed using Magazine Hoot. Powered by WordPress.