A verdade por trás da política fiscal: déficit público ameaça a economia

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Por Cláudio Chiusoli

Assuntos da semana: inflação elevada, taxas de juros altas, elevado déficit público, além dos resultados negativos das empresas estatais, não são notícias agradáveis.

Em agosto, a inflação (IPCA) foi de 0,11%, acumulando nos últimos 12 meses 5,13%, conforme dados do IBGE, que superam o limite do teto da meta estabelecida (4,5%).

Essa pauta tem recebido ampla cobertura na mídia, e é fundamental ressaltar que a interação entre as taxas de juros, que permanecem em 15% ao ano, conforme ata do Copom, inflação e despesa pública, estão pressionando a economia brasileira.

A inflação não apresentou a queda esperada devido à demanda agregada, que não apenas mensura os gastos das famílias e empresários em investimentos, mas também contabiliza as despesas do governo que continua a gastar sem controle, o que não está contribuindo para a queda da inflação.

Os altos juros já estão afetando negativamente as famílias, que enfrentam dificuldades financeiras com o crédito caro, bem como as empresas devido a essas taxas elevadas, ambos estão endividados segundo SERASA.

A abordagem populista do governo, marcada por excessos de gastos e um estado verdadeiramente grande “inchado”, revela a real situação da economia brasileira.

Além de tudo isso, 2026 será um ano de eleições que pode piorar ainda mais essa situação, já que o governo tende a elevar os gastos sem levar em conta as questões econômicas.

Ainda, as ações do governo para garantir o bem-estar social, por meio de assistencialismo, trazem um significativo desafio econômico, e isso é um alerta preocupante para os anos futuros.

Questão de tempo, a bolha pode estourar a qualquer instante, e desde que o governo começou a elevar os gastos, a situação só piorou, fazendo com que o déficit público aumentasse. Os cidadãos de menor renda serão os que mais sofrerão.

Vale lembrar que durante a gestão do Banco Central (Bacen), sob comando de Roberto Campos, recebeu várias críticas por manter a taxa de juros elevada, e agora, curiosamente, essas reclamações não aparecem mais com o atual presidente do Bacen, que foi nomeado pela mesma administração.

Esta análise, sob uma ótica mais liberal, é totalmente do ponto de vista econômico e é essencial observar o que se desenrolará.

Mantenha-se informado. Tenha uma boa semana.

Cláudio Chiusoli

Os assuntos da semana foram a taxa de juros alta, e a inflação e déficit públicos elevados.

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.

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Respostas de 2

  1. Enquanto muitos jornalistas e meios de comunicação fingem ou se vendem para não mostrar a realidade que vivemos você faz o certo provando que é um exemplo de brasileiro em busca da verdade e um.futuro melhor para nosso país.
    Parabéns

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