Por Cláudio Chiusoli
Como último artigo do ano, aos entusiastas da economia, esboço uma retrospectiva de 2025 da economia brasileira, abordando alguns tópicos já discutidos anteriormente.
Em uma visão geral a economia brasileira houve uma leve expansão, mas isso teve como contrapartida a inflação, que na teoria econômica exige um aperto na política monetária.
O Produto Interno Bruto (PIB) deve registrar um crescimento em torno de 2,5%, superando as expectativas do mercado no início do ano.
A inflação (IPCA) deve encerrar em 4,45%, dentro do teto da meta estabelecida (que varia de 1,5% a 4,5%).
A taxa de juros (Selic) fechará o ano em 15% ao ano, com o Banco Central mantendo controle rigoroso, mas com perspectiva de fechar 2026 em 12,25% ao ano.
O dólar deve fechar por volta de R$ 5,40.

A taxa de desemprego de 5,4% é o menor nível registrado até agora. O mercado de trabalho vivenciou uma situação de pleno emprego, o que garantiu o consumo das famílias brasileiras e contribuiu para o crescimento do PIB, mesmo com juros elevados, apesar de haver perto de 72 milhões de brasileiros inadimplentes.
É importante destacar que o Brasil tem cerca de 94 milhões de brasileiros que recebem algum tipo de ajuda social e, conforme os critérios metodológicos do IBGE, alguns desses grupos não são contabilizadas nas estatísticas de desemprego.
Entretanto, é essencial buscar um equilíbrio no que diz respeito a política fiscal, o aumento significativo dos gastos públicos resultou em crescimento da dívida pública, enquanto, pelo lado da política monetária, obrigou o Bacen a manter a Selic em 15%.
Economia interna aquecida
Em 2025, o Brasil demonstrou ter uma economia interna aquecida, mas enfrentou os custos de desequilíbrios macroeconômicos, com juros e inflação elevados e alta inadimplência das famílias.
O Brasil inicia 2026 enfrentando o desafio de controlar a inflação sem causar uma crise econômica (recessão), tendo em vista uma série de acusações de corrupção, como no caso do INSS e agora do Banco Master, além de ser um ano de eleições e de Copa do Mundo.
Desejo um excelente final de ano!
Foto: Freepik
Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR. Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com. Acompanhe meu canal do Youtube e minhas redes sociais Linkedin, Facebook e Instagram.
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Respostas de 2
Excelente matéria Cláudio, um resumo bem executado de uma economia que se auto revigora e se reinventa mesmo sem contar a responsabilidade fiscal do atual governo o Brasil mostra de novo sua resiliência.
Olá Júlio, gratidão pela leitura e comentário.