Por Cláudio Chiusoli
O Brasil é amplamente reconhecido por ter uma carga tributária elevada, implicando que uma grande parte dos impostos impactam nos preços finais de bens e serviços.
Para esclarecer aos cidadãos, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), criou o Impostômetro, um painel eletrônico que estima em tempo real o montante de impostos, taxas e contribuições arrecadado por União, Estados e Municípios, que já passou dos R$ 2 trilhões, pagos pelos brasileiros desde o início do ano até então.
Em outras palavras, a arrecadação vem crescendo rapidamente. O aumento reflete o fortalecimento da economia, já que com mais emprego, mais ganho, mais investimentos e mais empresas faturando, um maior volume de tributos é gerado.
Contudo, diante de uma perspectiva negativa, esse aumento na arrecadação também pode ser visto como um reflexo do impacto inflacionário e do aumento da carga tributária, resultante do aumento das alíquotas.
Levando em conta o valor dos impostos, acredite, o trabalhador brasileiro gasta cinco meses do seu ano para sustentar o governo, o que significa que ele passa 149 dias anualmente apenas para cumprir com suas obrigações fiscais.
Impostos diretos e indiretos
Dentre vários tributos, existem os impostos diretos, como o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) referente aos salários, que é em forma progressiva; significa que quanto maior for a renda, maior será a alíquota do imposto, que varia de 0% (para rendimentos menores) até 27,5%.
Há tributos sobre propriedades, como o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), que é um imposto municipal anual aplicado a imóveis urbanos.
Além disso, há o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), que é um tributo estadual anual voltado para veículos motorizados.
Também existem os impostos indiretos, que incluem:
- ICMS (imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços), um tributo estadual que incide sobre a venda de produtos e a prestação de certos serviços, como transporte e comunicação.
- IPI (imposto sobre produtos industrializados), um imposto federal que se aplica a produtos que passaram por processos de industrialização.
- PIS (programa de integração social) e COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social), tributos federais que incidem sobre a receita das empresas.
- ISS (imposto sobre serviços), um imposto municipal que se aplica à prestação de serviços.
A realidade é que, devido à alta taxa de impostos, à complicação do sistema tributário, à má qualidade dos serviços oferecidos, à burocracia e à corrupção, a população está exausta com a quantidade de tributos.
Uma ótima semana!
Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.
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Respostas de 2
Excelente artigo professor !!!
Muito oportuno !!!
Parabéns !!!
Agradeço sempre a leitura caro Semi Osman