Orquestra será comandada pelo estadunidense Jacob Harrison, regente da Texas State University
O LONDRINE̅NSE com assessoria
Na próxima segunda-feira (1°), o músico estadunidense Jacob Harrison, regente da Texas State University, desembarca em Londrina para estrear à frente da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (Osuel). A data marca o início dos ensaios para os próximos concertos, agendados para os dias 5 e 6 de junho, no Teatro Ouro Verde. Harrison é o regente convidado da Série Arábica, da Temporada Ouro Verde 2026, e conduzirá as apresentações de peças de Mozart, Schumann e Schubert.
Professor Associado de Regência e Diretor da Texas State Symphony Orchestra, Jacob Harrison é um dos nomes mais requisitados da cena orquestral norte-americana. Doutor em Artes Musicais em Regência Orquestral e Mestre em Educação Musical pela Arizona State University, ele é bacharel em Performance Musical pela University of Texas at Austin, uma formação sólida que percorre as principais instituições musicais dos Estados Unidos.
Ao longo de sua carreira, Harrison construiu um repertório diversificado que transita com naturalidade entre a ópera, o teatro musical, a música contemporânea e o grande repertório sinfônico. Estreou como regente de ópera no Arizona, à frente de O Castelo do Barba Azul, de Bartók, pela Lyric Opera, e também assinou produções de Candide (Bernstein), A Flauta Mágica (Mozart) e Sweeney Todd (Sondheim).
Além disso, foi convidado a reger a Chattanooga Symphony and Opera e atuou com orquestras em mais de dez estados norte-americanos, entre eles Arizona, Texas, Tennessee, Michigan e Illinois. Antes de se tornar diretor na Texas State University, trabalhou na Iowa State University como diretor de atividades orquestrais e professor de regência avançada, onde recebeu, em 2014, dois prêmios por excelência docente: o Early Achievement in Teaching e o Shakeshaft Master Teacher Award.
O diretor artístico e regente titular da Osuel, Rossini Parucci, diz que a presença de regentes convidados é extremamente importante para uma orquestra profissional, porque cria um ambiente constante de troca artística, renovação estética e crescimento musical. “Cada maestro traz uma formação, uma experiência e uma visão interpretativa diferentes, o que amplia o repertório artístico da orquestra e desafia os músicos a experimentarem novas abordagens sonoras e musicais”, explica.

Além disso, Rossini destaca que esse intercâmbio fortalece a projeção institucional da Osuel, colocando a orquestra em diálogo com profissionais de diferentes regiões do Brasil e do exterior. Segundo ele, é uma forma de manter a orquestra conectada ao cenário internacional da música de concerto, promovendo atualização artística e novas possibilidades de colaboração futura.
“No caso do maestro Jacob Harrison, existe ainda um aspecto muito interessante de intercâmbio cultural. Ele atua nos Estados Unidos e possui uma trajetória importante tanto na música sinfônica quanto na ópera. Receber um maestro com essa vivência internacional proporciona aos músicos e ao público um contato direto com diferentes tradições interpretativas e metodologias de trabalho”, aponta.
O fato de o regente ser estrangeiro, de acordo com Rossini, não dificulta a comunicação com os músicos da orquestra. Isso porque, apesar de o maestro falar inglês, a comunicação musical em uma orquestra acontece de maneira universal, através da própria linguagem da música, gestos, referências de repertório e experiência profissional dos músicos. Além disso, muitos músicos possuem familiaridade com termos técnicos em inglês. “Quando necessário, fazemos uma mediação natural durante os ensaios”, afirma.
Ao longo de sua história, a Osuel já recebeu outros maestros estrangeiros não apenas como convidados, mas também como titulares. Nomes como os italianos Alessandro Sangiorgi e Maurizio Colasanti, a cubana Elena Herrera, e o búlgaro Evgeni Ratchev já estiveram à frente da orquestra por períodos mais prolongados, deixando marcas importantes na trajetória artística do conjunto londrinense. Essa tradição de abertura ao intercâmbio internacional reflete a vocação da Osuel de oferecer ao público da cidade e da região uma experiência musical de alto nível.
Próximos concertos da Osuel
Os próximos concertos da Osuel serão nos dias 5 e 6 de junho, no Teatro Ouro Verde. Além de Harrison, a orquestra também receberá como convidado o músico Lucas Barros, que atualmente é Violoncelo Principal da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Os ingressos para as apresentações da Série Arábica da Temporada Ouro Verde 2026 já estão à venda no site oficial da Osuel.

