Por Ângela Diana
Hoje eu trago, para vc que lê essa coluna, mais uma “vida de artista”! A da Poliana Gabriela Santim.
Poli (como carinhosamente a chamamos) nasceu em Muçum/RS e veio para Londrina, em 2020.
Poliana é uma mulher trans, que está no espectro autista, o que a faz ser super focada e perfeccionista.
Formada em história pela Univates, em Lageado RS, Poli é uma leitora ávida e extremamente culta.
Desde adolescência apaixonou-se pelo seriado Star Trek (fala sério, gente! E quem não? Bom gosto demais da Poli).
Em 2001, desenvolveu vários contos ilustrados chamado “Missão nas estrelas”.
E publicou, no site “Recanto das Letras”, o primeiro romance chamado “O encontro final”. Infelizmente, por questões pessoais e uma grande perda (sua companheira faleceu nesse meio tempo), Poli passou uma grande depressão pela perda e só retornou em 2023 com o intuito de desenvolver “A missão nas estrelas”1.

A história (spoiler!) tem raízes nos conflitos contemporâneos, ocupação militar americana no Iraque, Afeganistão, conflitos em Israel, além de usar referências bíblico/pentateuco/Torá, com elementos de Star Trek.
Poli lançará “A Missão nas Estrelas”, em formato de HQ neste sábado, às 14 horas, na Biblioteca Pública de Londrina.

O evento chama “Sábado Hquê”.
Poli também conta com orientações de um dos nossos melhores mestres dos quadrinhos, o Eloyr Pacheco. Idealizador de vários eventos na cidade. Na coluna da próxima semana, será nosso convidado. Eloyr tem muita história para contar.
Poli também faz parte do grupo da Oficina de Arte Contemporânea, que está reiniciando suas atividades.

Pessoalmente, conheci a Poli através de amigos em comum e começamos a conversar sobre arte pelo whats! Convidei a Poli pra abertura da minha expô no Sesc Cadeião e ela, muito gentilmente, me deu de presente um exemplar da “Missão”, antes do lançamento.
Uma pessoa extremamente inteligente e perspicaz que, apesar de todas as limitações que muitas vezes o autismo e a luta pela depressão causam, faz seu trabalho de arte, pesquisa se uma forma extremamente competente e com talento .
Na arte, não basta o talento, é necessário estudo, pesquisa, o fazer, o estudar técnicas diversas e a vontade de transcender.
Isso sem falar em vários problemas de preconceito por ser trans.
Azar de quem é preconceituoso. Está perdendo uma ótima chance de conhecer uma artista e pessoa que tem muito para engrandecer o mundo das artes, dos quadrinhos e da vida de quem a conhece e que conhece seu trabalho.

Não perca o evento neste sábado. Você terá a chance também de conversar com Poli, Eloyr e vários artistas mara que temos na cidade. Imperdível!
E depois, me conte aqui como foi.
Ah! E, por favor, pessoal, adquiram as obras né! Dê força para que cada artista possa continuar seu trabalho.
Bastidores? Tudo é tirado do próprio bolso e feito da melhor forma possível. Dê valor ao que tem valor. Fica a dica ![]()
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Ângela Diana

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos.
Instagram angela_dianarte
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