Por Ângela Diana
Como prometido na semana passada, hoje vamos falar um pouco dos colecionadores!
Colecionador ou colecionadora é a pessoa que sente prazer em obter e manter objetos diversos, sistematicamente, catalogando, cuidando e indo a fundo na história de cada peça.
Desde selos a acessórios de períodos da moda, roupas, quadros, esculturas, móveis, tudo pode ser colecionável. Mas cada uma dessas peças conta uma história ou lenda.
Muitos museus foram formados por pessoas que simplesmente se apaixonaram por um tema e construíram um legado cheio de coleções durante a vida.

Na história dos acessórios, temos o exemplo de Iris Apfel, decoradora americana que depois dos 80 anos virou diva do estilo maximalista e era uma colecionadora de acessórios e roupas! E todo ano, enquanto viveu, doou conjuntos de suas roupas e bijoux para museus.
O Metropolitam Museum de Nova Iorque fez uma grande expô, com Iris ainda viva, mostrando, além de uma parte da sua coleção, o seu estilo maximalista e divertido

Grandes coleçõess de obras de arte também já integram grandes museus, como a coleção de arte da familia Rockefeller.
Uma das maiores colecionadoras de joias do mundo foi a atriz Elizabeth Taylor e, no Brasil, a apresentadora Hebe Camargo também foi conhecida por suas lindas e diversas joias.
Para começar uma coleção
A dica para começar uma coleção é você encontrar algo que seja do seu interesse e que lhe dê prazer estético.
Em uma coleção de arte, procure por obras que sejam do seu interesse, mas tenha o cuidado de saber quem é o artista, se ele tem um trabalho consistente.
Se você puder, consulte galerias ou curadores para isso.
Na sua cidade, certeza que tem artistas ótimos e talentosos com obras incríveis que pode descobrir.
A parte mais bacana de uma coleção é “garimpar” as peças, em brechós, internet, feiras de arte ou objetos, feiras culturais e, claro, ter contatos com artistas, artesãos e até outros colecionadores que compartilham do mesmo interesse.
Uma doas mais legais é colecionar quadrinhos, algumas edições raras valem muito dinheiro!
Mas coleções não começam por dinheiro, começam pelo prazer estético, pelo interesse pelo tema , pela curiosidade histórica!
Como Carlos Keffer, um dos maiores colecionadores de bonecas Barbie! Já assisti entrevistas com ele onde mostrou uma parte do seu imenso acervo! Lembrei que ele tem a boneca que representa Scarlet O’Hara, personagem do filme “E o vento levou” , uma das minhas histórias e filmes favoritos. Não preciso dizer que literalmente “babei” quando vi!
É importante que se saiba também que artistas conseguem, além do seu próprio acervo (que pode, no futuro ser incorporado por museus de arte) um acervo de outros artistas. Entre amigos e amigas, fazemos trocas de obras ou, quando é possível, adquirimos trabalhos dos colegas.
Pablo Picasso era famoso por seu acervo de obras de amigos, como Matisse e outros! Ou seja, além da sua própria obra já valer milhões, o acervo de outros também foi muito importante para a história da arte moderna. A coleção do Pablo Picasso conta uma parte da história da arte para todos nós.
Por aqui, tenho colecao de anjinhos, canecas e latas! Até já mostrei um pouquinho em outra coluna.
Tinha começado uma pequena coleção de bijous e estava curtindo muito, até que os assaltantes levaram todas. Algumas pecas não são mais fabricadas, pois, muitas vezes, as marcas fazem um modelo e não repetem.
Elas não eram raras e nem valiam fortunas, mas eram de estimação e, sinceramente, fiquei bem chocada. Até hoje sinto muito pela perda de algumas, como o colar de contas de vidro italianas da minha avó.
Meu avô, José Diana Sobrinho, em uma viagem ao porto de Santos, comprou em um navio que veio da Itália. Era um colar de duas voltas de contas coloridas de vidro e um fecho de madrepérola, acompanhado por um par de brincos que, infelizmente, se perdeu com os anos.
Minha avó passou o colar para mim quando eu fiz 13 anos, já que eu era a neta mais velha!
Não, não era um colar de rico! Mas, para mim, era uma relíquia, um pedacinho da terra dos meus ancestrais.
Eu espero que, um dia, a terra gire de tal forma que ao menos esse colar volte para mim .
Mesmo parecendo impossível!
Eu me prometi que, se um dia o trauma do assalto passar, eu farei uma nova coleção de bijoux, já que tenho o nome das marcas e os contatos.
Por enquanto, minhas pequenas coleções seguem sem muitos acréscimos. Afinal trabalhar como artista em Londrina é apenas conseguir sobreviver .
Mas não tenho pressa. Geralmente, o universo me traz coisas interessantes e as peças chegam até minhas mãos por meio de presentes ou achados em lugares inusitados! Como um Jesus entalhado que achei em um saco de doações no tempo que dava aula no projeto do União da Vitória (tenho uma pequena coleção de santos!).
O Rogério também tem uma coleção muito legal de camisetas de bandas. Algumas foram adquiridas quando ele começou o canal “Historias de rock, simples, direto “ e outras, quando começamos o programa na radio Antena Zero de Sampa. As bandas começaram a mandar para nós, como agradecimento e, claro , adoramos!
Foi quando a Letícia Marquez, deu a ideia do Rô colocar as camisetas na parede para mostrar a coleção, elas são penduradas por prendedores simples, daqueles de prender papel! Para mim, é icônico a parede de camisetas do Rô, elas contam a história de um começo de vida nova para ele e para mim!
E você , o que coleciona? O que quer colecionar? Manda aqui nos comentários! E mostre fotos! Divirta-se!😀🌸
Ângela Diana

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos.
Instagram angela_dianarte
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