A economia tá ruim? Calma: pode piorar!

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Por Cláudio Chiusoli

O mercado financeiro reagiu após a eleição presidencial, e especialistas indicam um panorama desanimador na economia para 2027.

O índice da bolsa de valores do Brasil, Ibovespa, apresentou uma queda acentuada desde a última segunda-feira, quase 20%, marcando a maior desvalorização em seis anos, enquanto a cotação do dólar foi a R$ 5,49 (até o fechamento do artigo).

Com a queda, após eleições, a bolsa ativou o circuit breaker, um mecanismo de segurança que interrompe temporariamente as negociações quando o mercado enfrenta quedas muito bruscas e atípicas, o que não acontece desde março de 2020, durante a crise da covid-19.

Este resultado representou uma reviravolta significativa em relação a Flávio Bolsonaro (PL), considerado o favorito nas pesquisas na véspera do segundo turno.

A apreensão dos investidores não é uma simples aposta, reflete a trajetória do atual governo.

Em agosto, a dívida bruta do setor público atingiu 82,9% do PIB, totalizando R$ 11,1 trilhões, conforme os dados do Banco Central (BC), e que pode chegar a 86,4% do PIB, segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), um órgão técnico vinculado ao Senado Federal.

As estatísticas reforçam: o governo, em seu modelo econômico de gestão nenhum pouco liberal, adota um formato de um estado gastador, muito mais do que arrecada.

Economia sem espaço para redução de taxas

Deixando as paixões políticas de lado – aliás, não há problema relativo aos gastos do governo para garantir o bem-estar social da população -, os gastos tornaram-se descontrolados e a repercussão disso, como explica a ciência econômica, é que não existe espaço para a redução das taxas de juros. A dívida do governo é financiada por meio de empréstimos, houve elevação nas taxas de imposto e as famílias estão endividadas – aproximadamente 84 milhões.

Especialistas reforçam essas informações e as circunstâncias não são favoráveis. À medida que a dívida aumenta, há uma redução do que poderia ser destinado em saúde, segurança e educação.

A taxa Selic foi fixada em 13,75% ao ano e, para aumentar a controvérsia, um economista de destaque estimulou um acalorado debate no setor financeiro ao apresentar proposta para diminuir os juros de 13,75% ao ano para cerca de 7,5% ao ano durante um período de um ano.

A verdade é que a redução da taxa de juros não pode ocorrer apenas com uma simples “canetada”. Elas só diminuem quando existe confiança no mercado e quando os gastos estão sob controle, criando um ambiente propício para os empresários e com segurança jurídica.

Fique por dentro!

Cláudio Chiusoli

Bolsa despenca, dólar dispara e investidores acendem o sinal de alerta. Dívida pública e gastos do governo colocam a economia de 2027 sob pressão.

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.

Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com.

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