Por Vander Cardoso
Visão sistêmica é uma das qualidades necessárias ao bom administrador. Se o administrador carece dessa qualidade, sua empresa arca com os custos. Entretanto, se for um administrador público, todos nós pagamos a conta. O que tem isso a ver com os seguros? Já chegamos lá.
Ao iniciarmos um projeto, é necessário conhecermos o entorno. O que poderá nos afetar e a quem, também, poderemos afetar. Darei dois exemplos que, para quem reside em Londrina, serão facilmente percebidos. Em todo caso, o que se passa aqui também ocorre, comumente, noutras obras públicas, Brasil afora.
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Recentemente, foi anunciada a construção de um viaduto nas proximidades da Pontífice Universidade Católica (PUC). Como deve ser, a obra foi licitada e entregue à empresa vencedora. Todavia, mesmo após autorizada, a construtora não iniciou os trabalhos, provocando, logo à partida, previsão de atraso na entrega.
Outro empreendimento semelhante está sendo construído no cruzamento das Avenidas Leste/Oeste com Rio Branco. Este iniciou em 2021 e tinha término previsto para janeiro de 2023, o que não aconteceu. Não bastasse uma, tivemos já duas prorrogações de prazo para a entrega.
Agora, a expectativa é que o viaduto seja finalizado até novembro deste ano. Como se a mudança no prazo de conclusão fosse pouco, também o valor foi renegociado. Os R$25 milhões previstos inicialmente, hoje já são R$34,8 milhões.
Como consequência disso, além dos transtornos causados a todos os que transitam diariamente nas imediações, várias empresas próximas fecharam suas portas, o que provocou prejuízos às mesmas e perdas de postos de trabalho e na arrecadação de impostos, inclusive municipais.
Para o município, os prejuízos vão além. Algumas dessas empresas já ingressaram com ações judiciais contra a prefeitura, que fica, também, com sua imagem associada à incompetência.
Novamente, fica clara a falta de uma cultura previdente. O mercado segurador poderia ter evitado todos ou quase todos esses problemas. O seguro de garantia contratual, disponível no mercado, garante que prazos e valores contratados sejam cumpridos.
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É um negócio simples, que poderia ter sido exigido pelo município no processo licitatório. Nesse caso, o município seria o segurado, sendo a empresa contratada, vencedora da licitação, a tomadora da apólice de seguros.
Se assim tivesse feito a prefeitura de Londrina, a construtora, para assumir a construção do viaduto, teria apresentado, por força das condições contratuais, a apólice do seguro. A iniciativa privada, há muito, tem se mostrado mais competente que o poder público.
Fora do serviço público, dada a necessidade de serem competitivas, empresas e pessoas prestigiam a meritocracia. Por isso, tornam-se competentes. No caso do seguro garantia, a construtora interessada na apólice, seria avaliada pela seguradora. Esta, com sua expertise, apuraria o grau de risco representado pela empreiteira, o que, por si só, independente da apólice, já serviria como parâmetro de análise para o município.
Como se vê, é pena a falta de visão de negócios dos homens públicos. Por isso, repito: não sabendo o que fazer, procure quem saiba. Também nos negócios, públicos ou privados, o mercado segurador pode contribuir. Confie. Fale com um corretor de seguros.
Vander Cardoso


Formado em Administração pela UEL e em Economia e Contabilidade pela Unopar. Pós graduado em Marketing, tem MBA em Estratégia Empresarial pela USP. Atua no ramo de seguros desde 1990, tendo sido gerente comercial em várias seguradoras, nacionais e multinacionais. Atualmente é professor universitário e sócio-administrador da Max Line Corretora de Seguros. Fone (43) 3027-2707, cel (43) 999573708. Site: www.maxlineseguros.com.br. Instagram @maxlineseguros
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