Por Cláudio Chiusoli
Cenário atual: aumento da inflação e diminuição do poder aquisitivo da população. Este é o impulso para o assunto que abordarei em minha coluna, esta semana. Uma estratégia habitual no comércio e agora se tornou algo muito frequente em nossa rotina, a chamada reduflação.
Você percebeu que certos itens nas prateleiras dos supermercados mudaram em tamanho e peso das embalagens?
A prática da reduflação (redução + inflação) se refere ao fenômeno econômico em que as empresas diminuem o tamanho, o peso ou a quantidade de um item, enquanto o preço de venda permanece o mesmo ou até mais elevado.
Essa estratégia comercial é amplamente utilizada em épocas de inflação alta para repassar o aumento dos custos de produção aos consumidores de forma sutil.
Por que as empresas optam pela pratica de reduflação?
A explicação é devido ao aumento nos custos de insumos, matérias-primas, energia e transporte. E para preservar suas margens de lucro, escolhem entre duas opções:
- Aumentar o preço, cuja alteração – ser for bastante perceptível – pode levar o consumidor em deixar de comprar o produto.
- Diminuir o volume da embalagem, que é uma abordagem psicológica que permite ao consumidor continuar comprando ao notar que o preço final na prateleira não mudou.
Alguns exemplos que podem ser notado com muita frequência nos supermercados:
- Chocolates e biscoitos: que antes pesavam 100g foram gradualmente reduzidas para 90g, 80g e até menos.
- Produtos de higiene, como os rolos de papel higiênico diminuindo de 30 para 20 metros.
- Produtos básicos, como pacotes de sabão em pó, caixas de leite condensado e salgadinhos com menor conteúdo.
Sabendo disso, como você pode se prevenir ao deparar com a reduflação?
- Importante verificar o preço por unidade de medida, como o valor do quilo ($/kg) ou do litro ($/L) indicado na etiqueta no supermercado; e não apenas o preço total do produto.
- Da mesma forma, deve-se comparar outras marcas concorrentes, pois nem todas as empresas reduzem suas embalagens simultaneamente. E avaliar opções ajuda a identificar melhores preços.
- Não menos importante, tenha o hábito de verificar as quantidades dos produtos que você costuma comprar regularmente para perceber mudanças inesperadas.
Dica de ouro: devido ao cenário nada animador da economia brasileira, algumas empresas se obrigam a ter essa ação, portanto, muito atenção nos preços e sempre faça comparações.
Foto principal: Imagem gerada por IA/ChatGpt
Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR. Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com. Acompanhe meu canal do Youtube e minhas redes sociais Linkedin, Facebook e Instagram.
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Respostas de 6
É um padrão que venho observando em diversos produtos. O seu conselho de pesquisar preços e explorar diferentes marcas foi extremamente valioso.
Obrigado Caro Marcelo pela sua leitura e participação
Professor Claudio, obrigado por tocar neste assunto.
Porém, apenas observar e mudar de marca, etc, não melhora em nada pro bolso do consumidor, que sempre é prejudicado. As empresas com esta atitude estão maquiando a inflação dita pelo governo que nao existe, e não estou dizendo que as empresas com isso estejam erradas. Mas, para o povo, é tapar o sol com peneira. Estamos cada vez mais com o poder de compra achatado pela inflação enorme que existe sim. As empresas nao estão erradas em fazê-lo, pois é uma saída plausível pros seus negócios permanecerem ativos no mercado, mas, no fim das contas, repito, quem se lasca é o trabalhador.
Caro Jeferson, obrigado pelos seus comentários e são pertinentes.
Caro professor Claudio
De fato, são muitos os malabarismos que as empresas tem que enfrentar, tanto que motivos citados pelo professor como pela alta carga tributária.
Está difícil ser fiel a uma marca e a pesquisa e teste de novos produtos são necessários na tentativa de manter a condição de compra, poder de compra este que não parece real ao compararmos o carrinho no supermercado com o mesmo valor financeiro do mês anterior e a inflação dita pelos órgãos responsáveis. Enfim, vivemos momentos sombrios também nesta área…
Caro Gilmar, realmente, as empresas não podem ser vistas como as culpadas nessa questão. Elas utilizam estratégias que são essenciais e necessárias para o mercado, contanto que haja bastante clareza. A verdade é que a inflação apresentada não se assemelha em nada ao que encontramos nos supermercados.