Por Cláudio Chiusoli
A conexão entre a extensão dos partidos políticos e o Estado é um assunto que possui significativas repercussões para a administração pública, a democracia, o progresso econômico da nação e, acima de tudo, influencia diretamente nosso dia a dia com o alto custo da máquina política.
Por meio de investigações em sites oficiais para validar os dados que circulam nas redes sociais, destaca-se um resumo que revelam o tamanho da estrutura na máquina política no Brasil.
É provável que muitos não tenham ideia desses números. Existem aproximadamente 70.800 políticos, excluindo seus assessores nomeados e designados, nas três esferas:
- Esfera federal: 1 presidente da República, 1 vice-presidente da República, 81 senadores e 513 deputados federais.
- Esfera estadual: 27 governadores, 27 vice-governadores e 1.049 deputados estaduais.
- Esfera municipal: 5.569 prefeitos, 5.569 vice-prefeitos e 58.000 vereadores.
A matemática se torna insustentável com a máquina política dessa magnitude. A exemplo, foi alocado um montante de R$ 4,9 bilhões de dinheiro público para o Fundo Partidário, para ajudar financeiramente os 29 partidos nas eleições para vereador e prefeito nesse ano.
Inegável que os partidos políticos desempenham um papel crucial na determinação da dimensão e da configuração da administração pública.
Máquina política em situações nada agradavéis
Entretanto, por meio de seus representantes nos poderes legislativo e executivo, os partidos têm demonstrado aos eleitores algumas situações nada agradáveis ao longo dos tempos, como por exemplo:
- Na elaboração de novas legislações e programas sociais, o que resulta em aumento das despesas públicas.
- Na criação de novos cargos e destinação de recursos financeiros, o que contribui para o crescimento da máquina pública e formação de cargos comissionados.
- Na resistência a reformas administrativas, uma vez que os partidos podem se opor a mudanças, especialmente se estas impactarem seus interesses políticos.
- No aumento da corrupção, pois a abundância de cargos e verbas disponíveis facilita a ocorrência de práticas corruptas.
Com a ampla estrutura em direção a um Estado sobrecarregado, torna-se necessário com prioridade uma reforma política e, sobretudo, administrativa para que a economia possa prosperar com melhor eficiência.
Que tipo de Brasil desejamos para as futuras gerações?
Excelente semana. Gratidão!
Foto: Plenário da Câmara (Wilson Dias/Agência Brasil)
Cláudio Chiusoli
Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.
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