Por Cláudio Chiusoli
Em meio as incertezas internas e externas, semana passada, a chamada super quarta foi marcada pela decisão das taxas básicas de juros no Brasil e nos EUA.
No Brasil, a taxa SELIC foi mantida em 13,75% e, nos EUA, aumentou para uma faixa de 4,75% a 5%.
Motivos principais confirmada na ata do COPOM: pressão inflacionária, gastos do governo e cenário externo com as preocupações em torno do sistema bancário nas economias.
A ata do COPOM, que saiu essa semana, esclarece ao registrar que, com uma inflação mais alta no futuro, as empresas e os trabalhadores começam a incluir essa inflação futura em seus ajustes de preços e salários.
Consequentemente, o período atual apresenta um aumento maior de preços e essas expectativas alimentam o processo inflacionário.
Ainda de acordo com a ata, o comitê vê como favorável a reação positiva dos investidores aos sinais de novas regras fiscais, denominado “arcabouço fiscal” que o governo anunciará nos próximos dias. Esse conjunto de regras com objetivo e crível pode reduzir a percepção de risco e ajudar a controlar a inflação e acalmar o mercado em geral.
É por isso que o chamado “arcabouço fiscal” do governo, que será divulgado, deve vincular os gastos do governo, evitando que a dívida federal cresça descontroladamente.
O Banco Central avaliou ainda que, havendo novas regras fiscais sólidas, podem contribuir para a queda da inflação no país e, de carona, a sinalização da queda da SELIC.
Finalizando, essa nova regra de gastos públicos pode levar a um processo positivo de combate à inflação, pois ajudará a melhorar a situação em três fatores:
• Expectativas de aumentos de preços;
• Incerteza econômica;
• A segurança do investidor estrangeiro em investir no Brasil.
Agora resta saber o que podemos esperar nas próximas semanas de governo.
Fica a dica. Tenha uma ótima semana!

Cláudio Chiusoli
Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.
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