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Cuidado! Problemas respiratórios aumentam no outono

Mudanças de temperatura afetam principalmente crianças, que exigem cuidados especiais

Vinícius Fonseca

Especial para O LONDRINENSE

As constantes mudanças de temperatura, ainda mais comuns a partir desta época do ano, trazem consigo uma consequência: o aumento de problemas respiratórios. As crianças representam um dos grupos que mais sofrem com essa situação.

A especialista em fisioterapia respiratória Márcia Aoki explica que, no outono, o aumento de casos pode chegar a até 40% e o público infantil acaba sendo mais sensível, pois suas vias nasais e pulmões são menores, o que facilita o acumulo de secreção e, consequentemente, dificulta o processo de respiração.

O problema costuma ser mais comum, conforme a especialista, em bebês e em crianças até os 3 anos. “Até esse momento o paciente é tratado como bebê chiador, que é um diagnóstico mais amplo. Quando passa dos três anos precisamos investigar mais profundamente para saber se a criança não é asmática”, esclarece

Ela aponta ainda que, além da mudança de temperatura, outros fatores também podem dar início aos problemas ligados a respiração, como, por exemplo, o excesso de poluição, o desmame da mãe antes dos seis primeiros meses de vida, ir para escola com pouca idade, além de possíveis fatores genéticos. “A mudança de temperatura influencia muito, mas há também outros motivos. Buscar um médico especializado para um diagnóstico preciso é fundamental”, orienta.

Para um tratamento com melhores resultados, além de medicamento, são indicadas sessões de fisioterapia com exercícios específicos que visam fortalecer o aparelho respiratório e estimular a criança a expelir a secreção acumulada.

A infectologista pediátrica Joceley Figueiredo comenta que sessões de fisioterapia específicas para o problema são fundamentais para que o quadro do paciente apresente melhora, sobretudo em crianças já diagnosticadas com asma, pois as técnicas aplicadas durante o exercício auxiliam no fortalecimento do pulmão.

Por acometer bebês e crianças com pouca idade, a participação dos pais no tratamento pode refletir diretamente nos resultados alcançados. Fora fisioterapias e do uso de medicamentos, a médica aconselha: “os pais devem fazer lavagem das vias aéreas com soro fisiológico, além da continuidade do tratamento indicado pelo pediatra responsável pela criança”.

Ela alerta para o fato de problemas mais graves podem acometer o paciente, caso ele não receba o tratamento adequado. “Podem existir complicações como pneumonia, sinusite e otite média aguda devido ao acúmulo de secreção nas vias aéreas que a criança normalmente não consegue eliminar sozinha”.

Outras dicas importantes que auxiliam na melhoria do quadro dos pacientes, segundo as especialistas, dizem respeito a limpeza e ventilação dos ambientes frequentados pela criança e seus familiares. “O fato de ficarmos, nos dias frios, em ambientes menos ventilados, aumenta a pré-disposição a essas doenças”, aponta Joceley. “Tirar as cobertas para lavar antes de usar, evitar o acúmulo de poeira, tudo isso ajuda. Janela aberta é vida”, completa Márcia 

Choro X qualidade de vida

Devido aos estímulos que são realizados durante as sessões de fisioterapia, não é difícil ouvir os pequenos pacientes chorando, algo que pode ser desafiador para os pais, sobretudo nas primeiras vezes em que visitam uma clínica.

A dentista Juliane Fayashida Ferreira vivenciou essa situação logo nos primeiros meses de vida de sua filha, Daniela, hoje com quase 3 anos de idade. Mãe de primeira viagem, ela conta que, talvez, muitos pais se impressionem nas visitas iniciais a um fisioterapeuta.  “Na primeira sessão não sabíamos como era feito o procedimento e ficamos um pouco assustados”, lembra.

No entanto, ela ressalta que todo esse medo foi embora rápido, assim que foi possível perceber os benefícios das intervenções realizadas  “Depois de ver que ajudou muito a reduzir a congestão nasal, a febre, ela dormia melhor, sarava mais rápido do resfriado, usava menos antibióticos, toda nossa insegurança foi embora”, revela

As especialistas, garantem, no entanto, que todos os exercícios são extremamente seguros à saúde da criança e orientam aos pais que mantenham a calma, pois a eficácia do tratamento pode ser rapidamente notada. “Esses exercícios são estímulos para ajudar o bebê a eliminar a secreção. Com isso melhoramos a qualidade de vida dele”, garante a fisioterapeuta, Márcia.

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