Por Robson Moretão
E aí, galera do terror e dos games? Aqui é o Robson Moretão, veterano dos pixels e das telonas, trazendo mais uma análise pra vocês. Hoje, o assunto é quente – e sangrento. Until Dawn, aquele jogo que aterrorizou a gente em 2015, ganhou vida nas telas do cinema com Until Dawn: Noite de Terror. Mas será que o filme consegue capturar a essência do game ou acaba virando só mais um slasher genérico? Vamos mergulhar nessa história!
Do console para o cinema: a adaptação que ninguém esperava
Lembram do Until Dawn original? Aquele interactive drama da Supermassive Games que colocava a gente no controle de um grupo de amigos presos em um chalé sinistro, cercados por neve e um assassino sádico? Pois é, o jogo era puro terror de escolhas – onde cada decisão podia levar a uma morte brutal ou a uma fuga milagrosa. Agora, o diretor David F. Sandberg (Shazam! Fúria dos Deuses) e os roteiristas Gary Dauberman (It – A Coisa) e Blair Butler (Convite Maldito) resolveram trazer essa experiência para os cinemas. Mas, atenção: não espere uma cópia fiel do game.
O filme muda a história e, em vez de seguir os eventos do jogo, apresenta uma trama nova, mas com a mesma premissa: sobreviver até o amanhecer. Dessa vez, acompanhamos Clover (Ella Rubin), uma jovem que, um ano após o desaparecimento da irmã, Melanie, decide investigar um vale remoto junto com seus amigos. Só que, claro, nada sai como planejado. Eles acabam presos em um centro de visitantes abandonado, caçados por um assassino mascarado – e o pior? Eles revivem a mesma noite toda vez que morrem.
O jogo das escolhas vs. o filme do destino
Uma das maiores marcas de Until Dawn era a liberdade de escolha. No game, a gente controlava os personagens, decidia se eles fugiam, se escondiam ou enfrentavam o perigo, e cada ação tinha consequências. Já no filme, essa mecânica some – afinal, cinema não é interativo. Mas os roteiristas tentaram compensar com um conceito de “time loop” sombrio, onde os personagens revivem a noite repetidamente, tentando quebrar o ciclo de mortes.
É uma sacada interessante, mas será que funciona? Bom, se você curte aquela vibe de “Fuja ou Morra” com pitadas de Happy Death Day e The Cabin in the Woods, pode se divertir. O problema é que, sem as escolhas interativas, o filme perde um pouco da tensão única do jogo.

O elenco e as referências ao game
O longa traz um elenco jovem e promissor, com Maia Mitchell (The Fosters), Michael Cimino (Annabelle 3) e Odessa A’zion (Hellraiser). Mas o destaque vai para Peter Stormare, que, no game, dublou o perturbador Dr. Hill e aqui aparece em um papel misterioso (sem spoilers!).
E aí, será que o filme homenageia o jogo? Sim, mas de forma sutil. Algumas cenas lembram mortes icônicas do game, e a atmosfera de isolamento e paranoia é mantida. Porém, quem espera ver os Wendigos (os monstros do jogo) pode ficar decepcionado – o filme optou por um assassino humano, o que tira um pouco da mitologia única do original.
Vale a pena assistir o filme Until Dawn?
Se você é fã do jogo, vai curtir as referências, mas talvez estranhe as mudanças. Se nunca jogou, pode achar um terror competente, cheio de sustos e reviravoltas, mas sem nada muito inovador.
No fim, Until Dawn: Noite de Terror é uma experiência diferente da do game – menos interativa, mas ainda assim divertida para os amantes do gênero. Só não espere a mesma profundidade de escolhas e consequências.
E aí, vai encar essa noite de terror? Ou prefere rejogar o clássico no PlayStation? Conta aí nos comentários!
Até a próxima, e lembrem-se: nas montanhas, ninguém escuta seus gritos. 🎮🔪
Robson Moretão

Um maluco por games desde sempre – há mais de 30 anos! Sou fissurado em histórias incríveis, desafios “impossíveis” e gráficos realistas. Aqui, na minha coluna, vou falar sobre o avanço desta indústria fantástica e seus desdobramentos.
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