Modelo europeu de seguro para automóvel chega ao Brasil

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O seguro auto Pay Per Use, termo inglês que quer dizer “pague o que usar”, chega ao Brasil conhecido como PPU. Com ele a promessa de valores mais justos cobrados aqueles que utilizam pouco o veículo e que possuem boas práticas e conduta cuidadosa ao volante.

Desenvolvido por startup em parceria com grande seguradora, a inovação do seguro para automóvel funciona através de uma assinatura 100% digital. A exemplo das plataformas de músicas on-line, a precificação é feita por telemetria, gerando cobranças em centavos por quilômetro rodado que serão cobradas do segurado ou assinante em mensalmente.

Mas o que é a telemetria?  É um sistema tecnológico de monitoramento, utilizado para comandar, medir ou rastrear alguma coisa a distância, através de comunicação sem fio (sinais de rádio ou satélite). Etimologicamente, a palavra telemetria se originou a partir do grego tele, que significa “remoto”, e metron, que quer dizer “medida”. Tecnologia inovadora no Brasil, mas utilizada na Europa e em outros países do Mundo.

Em alguns exemplos, o seguro pode chegar a custa até 50% menos, mas também pode vir a custar mais! São cobrados próximo de 0,5 centavos por minuto ou quilômetro rodado. Mas vale o alerta, a conta fica aberta pois a cobrança é relativa a forma de conduta e a quilometragem que roda por mês. Uma pessoa que utiliza um veículo popular cuja Fipe seja de até uns R$80 mil e utilize, no máximo, 2 horas-dia 5 dias na semana pode ter seu seguro a valor próximo de R$ 600 por ano em algumas localidades. No seguro tradicional sairia a um ticket médio de R$1.500 a R$2.000 mil. As franquias do Pay Per Use podem variar de 4% a 8% do valor do veículo.

Como toda novidade, ainda está em avaliação os pós e contras. É fato que a tecnologia vem para contribuir com o futuro, mas também é fato que nem todo desenho europeu, americano ou qualquer outro emplaque em nossa cultura. O Serviço Pay Per Use precisa ser ativado sempre que for usar o veículo para acionar a cobertura, toda operação é realizada por plataforma digital, cobrança de uma fatura aberta a qual vem no final do mês na fatura do cartão de credito.

Teremos que acompanhar a evolução dessa nova forma de contratação. E quando essa plataforma tiver falhas? Ou quando houverem cobranças indevidas na fatura do cartão, falha no acionamento de um serviço de guincho ou demora em uma regulação de sinistro ou se sua cidade não tiver uma oficina credenciada a rede? Como serão sanadas essas questões? Quando estiver em viagem e precisar utilizar de limites de velocidades para fazer uma ultrapassagem necessária? Ou se você mudou de turno e sua rotina de horários, percursos e trajetos foram todos modificados, qual a fatura que irá pagar?

Em um seguro com corretor sabemos que sempre terá a figura do profissional para lhe auxiliar nas intermediações com a seguradora e ajudar a solucionar seu problema de uma forma mais próxima de você. Os valores são pré-estabelecidos antes do fechamento do seguro. A tecnologia e inovação chegou, é importante e cabe a cada um avaliar seu perfil.

Há pessoas que só fazem compras on-line e tem ainda consumidores que gostam de ir as lojas para comprar, assim seguira a distinção do novo consumidor de seguro para automóvel; o auto-conhecedor que faz suas escolhas sozinho, o que quer só preço baixo ou aquele que prefere estar junto com o profissional de seguros para auxiliar antes, durante e depois de sua compra de seguro auto. A inovação chegou, façam suas escolhas!

Foto: Pixabay

Heber Bieniek

Formado em Administração de Empresas, experiência profissional de mais de cinco anos no mercado europeu. Profissional de seguros a mais de 12 anos atuando com gestão de seguros massificados e corporativos na área comercial nas Cias, Bradesco Seguros, Yasuda/Marítima seguros (hoje Sompo Seguros ) e Generali Brasil Seguros. Atualmente consultor no segmento securitário na Open Line Brasil Seguros e Consórcios.
Mande sua sugestão ou dúvidas para heber.bieniek@gmail.com ou  (43) 3321 0015 (whatsapp)



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