Por Ângela Diana
Em várias colunas, tenho trazido à tona a história de várias artistas que, por motivos absolutamente arraigados e machistas, foram “apagadas da história”.
Hoje, venho trazer alguns tópicos que serão (muito) mais “falados e espicaçados” na coluna desse resto de ano (E que chegue logo o Natal! Kkkkkk)!
Já contei que uma das primeiras ações foi a criação do “Coletivo cotidianas”, ideia todinha da Dani, (Daniela F. C. Troiano), artista e professora de artes!
Da ideia e ao conversar com Elis, Edra, eu e Dani, vamos fazer nossa segunda ação que vai ser a expo no Sesc Cadeião (passo a data e o convite assim que estiver disponível).
Mas, pensando em muitas mulheres artistas – e algumas que não foram artistas, mas foram absolutamente apagadas da história e trancafiadas em manicômios – , colocamos como mais uma ação do Coletivo trazer alguns nomes dessas mulheres à público.



Irei esmiuçar em colunas próximas algumas delas. Enquanto isso passo adiante a lista que as nossas poderosas mulheres me passaram durante a semana:
- Eileen Agar
- Eleonore Abbout
- Olga Albizu
- Zahrah Al_Gh Amdi
- Leonor Fini
- Anni Alber
- Njideka Akunyi Grosby
- Charuvi Agra Wal
- Etel Adnan
- Maura Lopes Cançado (Aliás, nossa amiga do coração e excelente jornalista Celia Mussili, escreveu sobre ela! Vale a pena ler!)
E Violeta Parra! Essa um “presente” dado pela Elis para eu conhecer! Assista o vídeo para ouvir voz maravilhosa no Youtube dessa artista multimidia!
Veja bem, saliento que algumas não foram artistas, mas foram presas em manicômios para que suas vozes fossem caladas.
E apesar, da coluna ser de Artes, também me dou o direito de trazer à baila a situação de todas as mulheres que perderam sua liberdade e “voz”!

A arte amplia o mundo!
Veja bem, para que não tenha mal entendido! Amo muitos artistas como Pablo Picasso, Matisse, Van Gogh, Gustave Klimt, e nadica de preconceito!
Mas, estamos finalmente em uma época e de transição, que TEMOS SIM, por obrigação MORAL, trazer, resgatar da história – inclusive a contemporânea – nomes e obras das mulheres artistas, sejam elas pintoras, desenhistas, estilistas, fotógrafas, poetas, escritoras, professoras de arte….e por aí vai!
Árdua tarefa e nem em mil colunas eu conseguiria falar de todas! Mas, me vejo como o pequeno beija-flor, trazendo uma gota de agua no bico, para apagar o incêndio da floresta.
Ou seja, cada um fazendo sua parte para melhorar o mundo.
Temos discutido muito sobre arte e o FEMININO REAL, no grupo do Coletivo.
Aquele FEMININO que os homens também tem! Não aquele criado pela sociedade machista que transforma as mulheres como objetos de desejo e em atrizes pornôs! Tia Telma, responde aí! Quantos homens querem ter uma atriz pornô na cama e não uma mulher de verdade?
Não coloquem a arte e o ser humano em caixinhas!
Vamos começar a discutir seriamente o FEMININO? A arte que as mulheres fazem?
Gente! Sei que os londrinenses acabam sendo tímidos e não comentam em algumas colunas, mas gostaria imensamente de quebrar essa barreira entre você e eu!
Tenham coragem e comentem! Qualquer comentário será bem vindo! Vamos trazer a tona o que você enxerga como arte! Vamos dialogar!
Odeio prometer, mas me compromento à responder as questões que vierem à baila, da melhor forma possível!
Boa semana a todos! E para melhorar, assistam Violeta Parra no youtube com “Gracias a la vida” e sua maviosa voz!
Pax vobiscum
Carpe diem! A todas, todes e todos
Ângela Diana

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos. Instagram angela_dianarte
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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINENSE.
