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Leitor denuncia falta de UTIs em Londrina

Nessa coluna, a equipe de reportagem do O LONDRINENSE vai atrás de denúncias feitas por leitores. Mande a sua. Se ela tiver consistência, procuraremos os responsáveis para explicações. A denúncia também poderá servir de base para uma reportagem.

O leitor escreveu: “Rolou um lance recente de um idoso que ficou em corredor do hospital da Zona Norte, com pneumonia grave, com oxigênio etc… Até aí nada de novo, né? Aqui, na cidade, idoso é descartável mesmo, né? Mas,o que me causou revolta mesmo, é que não tinha UTI aqui na cidade (nada de novo nisso também ). O que fizeram foi mandar essa pessoa para uma UTI, em Bandeirantes, veja só, a que ponto chegamos. Claro que a pessoa, ao chegar lá, não resistiu e faleceu. Mas havia uma conversa na noite que talvez fosse encaminhada para Jacarezinho… Acabaram com nossa cidade. Afinal quantos leitos temos em Londrina? Quais são os hospitais que atendem o SUS, quantas UTIs há na cidade? Qual origem desses doentes, quem paga? Quem determina quem vive ou morre em Londrina?” (N.E.F, leitor dO LONDRINENSE).

O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, explicou que Londrina tem, hoje, 200 leitos de UTI para o SUS e outros 70 para particulares e convênios. Esses leitos do SUS devem atender uma macro-região de mais de 90 cidades e cerca de dois milhões de habitantes. “Normalmente, os 200 leitos são suficientes. Mas, nesse dia, os leitos deveriam estar todos ocupados e a Central de Leitos- a responsável por otimização do serviço e quem determina para onde os pacientes devem ser encaminhados – deve ter feito uma busca ampliada por outras cinco regionais de saúde para conseguir a vaga emBandeirantes”, explica.

De acordo com o secretário, se a Central de Leitos não houvesse encontrado uma vaga na UTI na região, ela acionaria a Central de Leitos do Paraná, em Curitiba, que faria uma busca em todo o Estado. “E se a única vaga fosse em Curitiba, ele seria levado para lá. Assim como vem gente de lá, de Ponta Grossa para Londrina, por exemplo, quando é necessário”, afirma.

O secretário diz que as transferência penalizam as famílias, que muitas vezes não têm condições de acompanhar o paciente até outra cidade. “Mas a prioridade é salvar a vida dele”, explica. Ele também afirma que a transferência de cidade é feita apenas o paciente tiver condições clínicas e físicas para a aguentar a viagem. “Se não tivesse essas condições, os médicos preferem manter o paciente no pronto-socorro do que arriscar. No caso desse idoso, ele deveria estar bem o suficiente para a viagem. Infelizmente, nesse caso, ele não sobreviveu, mas não sabemos nem se foi por conta da viagem”, diz.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza 330 leitos de UTI para regiões com um milhão de habitantes. Por esse cálculo, em Londrina, para atender a macro-região, faltariam 390 leitos entre SUS e particulares.

Foto: VisualHunt

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