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Confira os lançamentos da semana nos cinemas da cidade

Nada de surpreendente nas telas dos cinemas da cidade e como o aguardado 007 só chega semana que vem, vamos aos lançamentos.

Mate ou Morra – O projeto deste filme estava sendo estudado a mais de uma década. Filmado em 2018, finalmente chega às telonas, mas após o lançamento do filme Free Guy: Assumindo o Controle, que mostra exatamente o personagem central vivendo o mesmo perrengue, revivendo um dia de sua vida da mesma maneira várias e várias vezes. Apesar de não podermos afirmar que um filme é a cópia do outro, os dois são muito parecidos.

Outro filme que também tem um enredo parecido é Feitiço do Tempo, de 1993. Em Mate ou Morra, uma máquina do tempo faz Frank Grillo (Uma Noite de Crime 3 – 2016) reviver o dia de sua morte em loop, até o personagem conseguir entender o que está acontecendo. Acrescente-se neste primor de roteiro muitos helicópteros explodindo, corpos dilacerados, cabeças rolando e lutas mirabolantes. Para quem gosta do gênero.

A Casa Sombria – Protagonizada por Rebecca Hall (Atração Perigosa – 2010), o roteiro deste filme de suspense fica indeciso em sua trama, se mergulha de cabeça no terror sobrenatural ou se explora o drama envolvendo a protagonista. Hall interpreta a professora Beth, cujo marido se suicidou. De volta à casa, ela precisa enfrentar o luto e a solidão enquanto percebe, aos poucos, uma presença sobrenatural na casa. Nada mais clichê em um filme de terror.
Rebecca Hall segura cada minuto do roteiro capenga, mas isso não salva o filme. Tudo não passa de um emaranhado de cenas sombrias que não assustam e nem fazem nada.

Maligno – Dirigido pelo influente James Wan (das franquias Jogos Mortais e Invocação do Mal), considerado “O diretor” quando o assunto é terror. Assim que o filme foi lançado, alguns consideraram um ótimo filme do gênero, enquanto outros, uma ótima comédia. No seu início o roteiro nos prende a atenção, James Wan mistura a narrativa dos filmes do homicida maníaco, famosos nos anos 80, com os thrillers sobrenaturais. Mas, a partir da sua metade, o filme passa a incorporar muitas outras referências e isso confunde um pouco a narrativa.

Olhando por uma perspectiva mais otimista, podemos identificar por todo o filme influências do genial Dario Argento (Tenebrae – 1982). Sangrento, extravagante, absurdo, ridículo e imprevisível. Para quem gosta do gênero.

Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas.

Foto: Divulgação

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