E a vida rindo da cara da gente…

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Semana passada , não escrevi a coluna… Creio que isso aconteceu raras vezes, já que manter a coluna é sempre questão de honra.

Estamos lidando com saúde dentro da família e isso acaba dando uma desestruturada.

E quando digo que a gente faz planos, esquemas e daí a vida vem, pega café, olha para gente e dá risada (Né, Ana Paula?)!

Mas, no meio do caos, que artistas estão acostumados a trabalhar, me vi na frente da Santa Casa e me lembrei que a escultura do jardim da frente é da Letícia Marquez!

A vida ri na cara da gente, quando menos esperamos e planejando. Mas isso me faz questionar os hospitais. Não entendeu? Leia
Fotos: Acervo pessoal

E andando nos corredores do hospital, essa semana me veio à mente como esses locais, mesmo com algumas paredes pintadas de verde e tudo muito limpo, ainda são sinistros.

E ficam mais ainda, quando voce está no elevador e tudo é silêncio, e o elevador pára no meio do andar, sem ninguém chamar e abre as portas para um andar extremamente silencioso e mais escuro!

Você que lê a coluna há mais tempo, já sabe que eu acredito, sim, em “fantasmas”….

O clima do hospital para nós, que somos leigos, é inóspito… Não tem como!

Então, metade do meu cérebro odiando tudo aquilo e a outra metade olhando no entorno e pensando que a arte poderia quebrar um pouco a “sinestreza” do lugar.

Lembrei também, de uma amiga minha, que teve um projeto em que os artistas pintavam as paredes dos hospitais…obras de arte! A Patrícia Reis de Souza Muniz…

Olha que ideia maravilhosa!

Murais nos corredores sombrios de hospitais, a arte aquecendo…

Outra forma de arte? Os “médicos” do Projeto “Plantão sorriso”… Quem já teve a chance de vê-los em ação, sabe o quanto eles ajudam na melhora dos pacientes, principalmente das  crianças!

Fica a dica, também, do filme “Patch Adams”, com o Robin Willians… Precursor de um tratamento realmente humano e do “Plantão Sorriso”.

Mais uma forma de arte? Que entra na parte da arquitetura: minha amiga arquiteta Ticiana Galindo, quando estava na faculdade, me contou sobre como deveriam ser os projetos para hospitais que “curam”: cheios de janelas e clarabóias, onde a luz curativa do sol entrasse mais frequentemente, as cores suaves , entre outros pormenores .. Isso fazem anos! Talvez ela mesma não se lembre da conversa, mas eu nunca esqueci, pois assim como muita gente, meu pai morreu dentro de um hospital e, na época, a UTI da Santa Casa era uma sala grande, com muitas camas e muitos pacientes em coma… Para uma menina de 17 anos, foi um trauma.

Minha vida pensando nisso

Para dizer a verdade, passei anos da minha vida pensando que se artistas, arquitetos inovadores e cientistas pudessem trabalhar juntos com os médicos, teríamos hospitais funcionais, livres de tantas bactérias e vírus, com ambientes mais acolhedores para pacientes e para as famílias.

Porque hospitais são muito necessários, mas são inóspitos e dão medo…

E quem nunca teve medo de estar num hospital, como paciente principalmente, levanta a mão!

E como dizia no final dos desenhos do Pernalonga: “Por hoje é só pessoal”!

Pax vobiscum!

Foto principal: Fábio Alcover/Plantão Sorriso

Ângela Diana

A estréia da coluna em vídeo, em homenagem à minha participação no Solocast, do meu amigo  Marcos Salomé

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos. Instagram angela_dianarte

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