A Laika russa e a Laika brasileira

laika

O primeiro animal de estimação que tive foi uma cachorra da raça pequinês, chamada Laika. O nome foi uma homenagem ao primeiro ser vivo a orbitar a terra, a cadela vira lata russa.

Foi nessa semana que me lembrei dela, ao ler a notícia sobre o que realmente aconteceu com a Laika russa. Morreu praticamente derretida devido ao calor da nave espacial.

Laika foi selecionada para ser a ocupante da nave espacial soviética Sputnik, em 3 de novembro de 1957.

Na real, o animal foi usado como cobaia. Como na época da missão os efeitos que um voo espacial poderia ter sobre os seres vivos era desconhecido, não havia expectativa de que a cadela sobrevivesse.

Laika morreu por superaquecimento, possivelmente causado por uma falha que levou o motor central do foguete R7 a não se separar de sua carga útil.

Depois de Laika, a União Soviética enviou mais doze cães para o espaço, dos quais cinco voltaram vivos à Terra.

A verdadeira causa e a hora de sua morte não foram divulgadas até 2002. Eles apenas diziam que ela morreu no sexto dia de sua missão, quando seu oxigênio acabou. O governo soviético inicialmente alegou, que ela teria sido sacrificada antes do esgotamento do oxigênio.

Recebeu as devidas homenagens em 2008. Autoridades russas inauguraram um monumento a Laika, construído perto do centro de pesquisa militar em Moscou, o mesmo local que preparou o seu voo para o espaço. Ele apresenta a figura de um cão em pé, em cima de um foguete.

Laika também aparece no Monumento em Homenagem aos Cosmos, em Moscou.

Já a minha Laika teve um final menos glamouroso, mas não menos dolorida: foi envenenada e, na ignorância daqueles tempos, acharam que estava com raiva. Minha mãe teve que trazer de fora o soro antirrábico .

Conclusão: foram 21 injeções em volta do umbigo. Triste fim de nosso primeiro animal de estimação, a nossa Laika. Foi brincar nas estrelas junto à sua xará russa.

Raquel Tannuri Santana

É jornalista, fotógrafa e cronista. Escreve esta coluna de segunda, com assuntos de primeira.

Foto: Reprodução da internet

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