Por Telma Elorza
É tanta pergunta que chega no meu e-mail que, às vezes, eu fico perdidinha. Infelizmente, boa parte delas não vale uma coluna própria: ou porque são apenas algo que os leitores gostariam de saber o que eu faria no lugar deles, algumas coisas sobre mim ou porque o assunto já foi escrito várias vezes por aqui. Mas não gosto de deixar ninguém sem respostas. Então, reuni mais algumas aqui, para respostas rápidas. Vamos lá?
Perguntas dos leitores:
“Oi, Telma, como conseguir que esposa transe com ex?”
Como já disse em uma coluna recente, a parceira tem que se excitar ao pensar em realizar esse fetiche. Não dá para “convencê-la” a fazer algo que não a agrada. Se você já conversou com ela, expôs sua vontade e ela não reagiu bem, esqueça. Os leitores TÊM que entender que consentimento obrigado não é consentimento. Se ela ficar desconfortável, é um claro NÃO QUERO FAZER ISSO. Ponto.
O que você não admite na cama?
Tem três coisas que eu nunca vou aceitar na cama: transar com uma pessoa que não toma banho, fedida e com bafo (eca, que nojo!), fetiches nojentos (como fazer coco no meio do rala e rola) e ser forçada a fazer algo que não quero. Meu corpo, minha cama, minhas regras.
“Qual o maior erro dos caras na cama?”
Eu já fiz duas colunas sobre isso (leia aqui e aqui), indicando, no total, os 10 piores erros na cama. Mas, na minha opinião, os piores de todos (depois de estar sujo) é não dar total atenção à companheira de cama, ser apressado e não procurar fazê-la gozar. Essas três coisas juntas fazem de você um fode-mal clássico.
“Já julgou um homem por ele gozar rápido?”
Já. E simplesmente porque o cara tentou jogar a culpa da sua ejaculação precoce em mim. Sabe aquela desculpa de “ah, você é gostosa demais”? Não, benhê, você que é rapidinho demais. Leitores, não façam isso. Apenas peçam desculpas, tentem satisfazer suas parceiras de outra forma e vá procurar ajuda médica para tratar seu problema.
“Tenho vontade de experimentar sexo anal, mas tenho medo que doa. Todas minhas amigas falam que dói muito”
Menina, isso é um grande problema, porque a maioria dos caras não sabe fazer sexo anal. Mas calma, já escrevi uma coluna dando o passo a passo para dar o koo sem dor. Leia e, se for o caso, mostre também para o companheiro escolhido para essa sessão de sexo.
“Se eu der o koo para um cara, viro gay”?
Ai, outra grande preocupação dos leitores. Não, rapaz. Ninguém vira gay, a pessoa já nasce gay. Essa vontade de experimentar de novas possibilidades, “coisas diferentes”, é inerente ao ser humano. A maioria da população sexualmente ativa já fantasiou fazer sexo com alguém do mesmo sexo, mesmo que negue enfaticamente. E não isso não invenção minha, tipo “fonte: vozes da minha cabeça”. Um levantamento da plataforma Gleeden (que tem mais de 13 milhões de membros), realizado no ano passado com mais de cinco mil usuários do aplicativo, mostrou que 70% dos héteros afirmaram que todas as pessoas seriam bissexuais se não fossem questões morais, culturais e religiosas.
O que pode acontecer, ao experimentar, é que você tenha o orgasmo mais potente que já teve na vida. Isso porque o homem tem um órgão chamado PRÓSTATA, uma glândula do tamanho de uma noz localizada entre a bexiga e o pênis, que é rica em terminações nervosas e, quando estimulada pela introdução do pênis no koo, pode produzir orgasmos que muitos descrevem como mais intensos e generalizados do que os orgasmos obtidos pela estimulação do pênis.
Agora, se ainda tem preconceito de experimentar com um homem, que tal pedir para sua companheira fazer uma inversão? Você poderá experimentar a mesma sensação sem ter um barbado fungando nas suas costas.
Ficamos por aqui, hoje. Logo publico mais perguntas.
Espero ter ajudado meus leitores.

Tem dúvidas sobre sexo? Mande sua pergunta para telma@olondrinense.com.br
Quem é Tia Telma?

Telma Elorza é jornalista, divorciada, xereta por natureza e que sempre se interessou muito por sexo. Com a vida, aprendeu várias coisas, mas a principal é que sexo é uma coisa natural e deve ser sempre prazeroso.
Leia mais colunas Tia Telma Responde
Siga O LONDRINENSE no Instagram e Facebook
(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINE̅NSE.


