por Cláudio Chiusoli
Apesar de muitos líderes políticos defenderem a redução do uso do dólar, a moeda dos Estados Unidos continua sendo a mais relevante no comércio internacional devido a uma combinação de fatores históricos, econômicos e de confiança que se desenvolveram ao longo do tempo. Após a segunda guerra mundial, o dólar ganhou destaque, especialmente durante a reconstrução da Europa e da Ásia.
Em 1944, foi criado o acordo de Bretton Woods, que determinou que o dólar americano seria a moeda de reserva mundial, com as demais moedas atreladas a ele por meio de taxas de câmbio fixas. O objetivo era criar um novo sistema econômico para o mundo no período pós-guerra, promovendo a estabilidade e a cooperação econômica para prevenir conflitos futuros.
FMI e a estabilidade do comércio mundial

Na mesma época, surgiu o Fundo Monetário Internacional (FMI) para monitorar e garantir a estabilidade das taxas de câmbio. O FMI oferecia empréstimos a países que enfrentavam dificuldades temporárias em suas contas externas, ajudando a manter a paridade de suas moedas em relação ao dólar.
No entanto, em 1971, o sistema de padrão dólar-ouro foi encerrado e, a partir desse momento, as taxas de câmbio deixaram de ser fixas, passando a flutuar livremente conforme a oferta e a demanda do mercado. O sistema de câmbio flutuante, todavia, não diminuiu a relevância do dólar, que continua sendo amplamente confiável na economia global e de grande liquidez, ou seja, de fácil conversão e negociação.
Por que o dólar permanece na liderança?
No comércio internacional, a maioria das transações, como a compra e venda de petróleo, mercadorias e produtos manufaturados, é realizada e paga em dólar. Além disso, a moeda é utilizada como reserva cambial por bancos centrais em todo o mundo.
Durante períodos de crise ou incerteza econômica, investidores e governos tendem a buscar o dólar como uma opção mais segura para proteger seus ativos, o que ainda aumenta sua demanda e valorização. Sem contar que a moeda oferece liquidez, impulsionada pela estabilidade política e econômica dos EUA.
Embora a ascensão de outras moedas, como o Euro e, mais recentemente, o Yuan chinês, tenha gerado discussões sobre a desdolarização, especialistas afirmam que a substituição do dólar como a principal moeda global é um processo que leva tempo e é complexo.
A confiança na economia dos Estados Unidos e a ampla adoção da moeda em contratos, financiamentos e títulos de dívida ainda asseguram sua posição de liderança.
Mantenha-se informado. Tenha uma boa semana.
Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.
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