Estamos preparados para as consequências da nova alta da Selic?

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Por Cláudio Chiusoli

A taxa básica de juros no Brasil (Selic) subiu para 14,75% ao ano. O anúncio foi feito pelo Banco Central do Brasil em 7 de maio de 2025 e, anteriormente, a Selic estava em 14,25% ao ano. Este aumento de 0,5 pontos percentuais marcam a continuação do ciclo de aperto monetário que o Banco Central vem perseguindo em um esforço para controlar a inflação.

Analistas de mercado já antecipavam essa notícia, já que a ata do Copom discutia potenciais razões para o aumento da Selic, que incluem principalmente a situação doméstica, em um cenário de economia aquecida, inflação acima da meta e incertezas fiscais em andamento, além dos fatores externos como um dólar mais forte, conflitos comerciais e guerra entre países.

Vale destacar que a meta de inflação para 2025 está fixada em 3%, enquanto o IPCA já está acumulado em 12 meses em 5,53% (maio de 2024 a abril de 2025), com intervalo de tolerância de 1,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, o que significa oscilação entre 1,5% e 4,5%.

Apesar de alguns setores estarem aquecidos, os efeitos do aumento da taxa de juros têm vários impactos na economia e no seu dia a dia, como:

Crédito mais caro e redução do consumo das famílias: as taxas de juros para empréstimos e financiamentos devem subir, dificultando ainda mais o acesso ao crédito tanto para empresas quanto para pessoas físicas.

Incentivo à poupança: uma Selic mais alta torna os investimentos em renda fixa, como a poupança, mais atraente.

Redução da produção e menor investimento das empresas: com o crédito mais caro e os custos de financiamento mais altos, a atividade econômica deve desacelerar, o que é o resultado pretendido para controlar a inflação.

Controle da inflação: o objetivo principal da elevação da Selic é reduzir a inflação, encarecendo o crédito e desestimulando os gastos.

Acompanhar os próximos dados econômicos e as decisões do Banco Central é crucial para entender a evolução das taxas de juros e seus efeitos na economia brasileira, já que as próximas reuniões do Copom estão marcadas para 17 e 18 de junho de 2025.

Esse aumento impacta todo o planejamento de quem busca financiar ou comprar algum produto.

Uma excelente semana!

Foto: imagem gerada por IA/Freepik

Cláudio Chiusoli

Entre os efeitos da nova alta da taxa Selic está, principalmente, o crédito mais caro. Isso deve servir como incentivo à poupança e redução nos investimentos das empresas

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.

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