O pau não sobe nem a pau!

TIATELMA (2)

Por Telma Elorza

“Meu marido, com 42 anos, não consegue mais manter uma relação sexual. O pênis dele não sobe por mais que eu me esforce, até no boquete. Isso me deixa insegura porque tenho a mesma idade e já não tenho mais o corpinho de antes dos filhos. Sou eu ou é problema físico?

Amiga, antes de ficar se culpando pela paumolecência do seu marido, é preciso entender que isso é um problema dele, que obviamente está com disfunção erétil. Se nem boquete conseguiu fazer subir…. É uma condição médica muito comum e, também, muito mais complexa do que parece. Mas não, nós, mulheres, nos culpamos sempre. Ô coisa entranhada na nossa mente, viu?

Então vamos lá, tirar essas minhocas da sua cabeça.

Estudos clínicos (a disfunção erétil é MUITO pesquisada, há milhares de artigos publicados em bases como PubMed e é tema frequente em revistas científicas, como The Journal of Sexual Medicine e European Urology) mostram que até metade dos homens entre 40 e 70 anos apresenta algum grau do problema. Lógico que, quando se fala em disfunção erétil há um grande interesse em buscar causas e tratamentos porque a maioria dos pesquisadores é HOMEM e sabe que pode sofrer disso, em algum momento na vida.

Então pare de levar para o lado pessoal.

Esses estudos clínicos mostram que disfunção erétil, na maioria dos caso, tem causas físicas, como problemas vasculares, diabetes, hipertensão arterial, arterosclerose e alterações hormonais. Entre esses problemas, a condição que mais derruba o pau, na raiz dos problemas, é a diabetes. E aqui não tem muito o que falar: a diabetes bagunça vasos sanguíneos e nervos, exatamente os dois sistemas essenciais para o pau subir.

Mas há também um outro ponto importante, a disfunção erétil raramente é só físico. Muitas vezes é um combo de três pelo preço de um: corpo+cabeça+estilo de vida (álcool, sedentarismo, estresse). Assim, se seu marido não cuida da saúde geral, o pau dele é o primeiro a dar sinal de alerta.

Resumindo: não é você a culpada. Mas se você reage com cobrança, tipo “você não deseja mais”, só vai adicionar mais um fator para a paumolecência, o psicológico. O psicológico entra forte no jogo, com ansiedade, estresse e até medo de falhar de novo.

Agora, alguns conselhos para ajudar o pau a subir

O primeiro é marcar consulta com um médico especialista na área, como urologista. Ele deve fazer um checkup completo para ver o que está acontecendo com seu marido. Diabetes não controlada, por exemplo, é muito perigoso e não só para o pau. Ela vai “desligando” o corpo aos poucos e a disfunção erétil é um dos primeiros sintomas. Depois podem vir doenças do coração, AVC, problemas renais e perda de visão, entre outras coisas.

Além disso, existem medicamentos que têm eficácia comprovada em estudos clínicos. Mas devem ser recomendados por médicos. Usar tadalafila ou sildenafil, que estimulam a ereção, sem tratar a causa, pode até piorar o quadro geral de saúde dele, porque apenas mascaram os sintomas (que é a própria disfunção erétil, lembre-se).

Segundo conselho é se atentar para o fato que sexo não é só penetração. Tô cansada de falar isso, aqui, na coluna, mas muita gente ainda acredita que ereção é o que determina a relação sexual. Não é.

Casais que usam a criatividade para a intimidade sexual conseguem atravessar melhor essa fase. E se puder fazer também terapia de casal, melhor ainda. A terapia é uma das diretrizes clínicas em casos de disfunção erétil. Então, insistir na penetração é pouco inteligente, nessa fase.

Seja uma aliada do seu marido. Se você quer melhorar a sua vida sexual, a lógica é simples: não cobre que o pau suba e tenha mais diálogo com ele, principalmente na preocupação com a saúde. Parece básico, mas isso faz diferença.

Espero ter ajudado. E leve seu marido ao médico.

Tem dúvidas sobre sexo? Mande sua pergunta para telma@olondrinense.com.br

A leitora reclama que o pau do marido não sobe nem com boquete e se sente culpada. Tia Telma explica as possíveis causa para a disfunção erétil
Tia Telma versão Inteligência Artificial

Quem é Tia Telma?

Jornalista, divorciada, xereta por natureza e que sempre se interessou muito por sexo. Com a vida, aprendeu várias coisas, mas a principal é que sexo é uma coisa natural e deve ser sempre prazeroso.

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