Por Telma Elorza
“Namoro um cara há dois anos, ele foi meu primeiro homem. Eu nunca gozei com ele. Achava gostosinho e tal, mas gozar, nunca. Eu acreditava que o problema era comigo, que eu não conseguia gozar e, portanto fingia. Até numa noite que ele estava viajando, eu bebi um pouco demais e fiquei com um amigo meu. Nossa, abriu meus olhos. O cara me fez gozar de tudo quanto é jeito, de uma forma que nunca imaginei que fosse possível. Agora, eu não sei o que faço. Amo meu namorado, mas não esqueço aquele sexo maravilhoso. Que faço?”
Ah, menina, olha o que a falta de experiência e desconhecimento do próprio corpo pode fazer com a gente: se apaixonar por um fode-mal. Pior é que você não está sozinha nessa, viu? Muitas mulheres inexperientes caem na lábia dos caras que não sabem fazer sexo. Aliás, boa parte dos fode-mal procuram novinhas inexperientes porque elas não vão culpá-los por não as fazerem gozar. É daí que vem os red-pills, os homens que propagam que mulheres experientes, que sabem o que querem, são “de menor valor”. No fundo, os red-pills têm medo de serem desmascarados como fode-mal.
Mas vamos lá. Primeiro, é importante você entender que a vida é muito curta para fingir orgasmos. Portanto, é hora de refletir seriamente sobre sua relação. O prazer sexual – dos dois – é parte essencial de qualquer relacionamento íntimo e não deve se negligenciado. Se ele não lhe faz gozar, nunca, mas tem seus próprios orgasmos, tem algo muito errado aí. Cadê o equilíbrio entre parceiros?
Primeiro, é importante entender que a vida é muito curta para fingir orgasmos. Se você nunca conseguiu gozar com seu namorado e sentiu como se estivesse interpretando um papel de atriz pornô, é hora de refletir seriamente. O prazer sexual é parte essencial de qualquer relacionamento íntimo e não deve ser negligenciado. Por isso, sou a favor de parar de fingir e falar na cara: “Não gozei. Você vai fazer o que agora?” Isso, com certeza, vai fazê-lo prestar mais atenção a você.
Mas, antes de tomar qualquer decisão, vamos pensar juntas.
Seja sincera e diga claramente “você não me faz gozar”
Tente conversar com seu namorado. Se vocês têm uma relação série a amorosa, abra o jogo. Explique isso vem acontecendo desde sempre e que você também tem necessidades. Não precisa falar que descobriu que ele fode-mal o traindo (não precisa cometer sincerícidio kkk), mas que se autodescobriu com a masturbação (diz que seguiu o conselho da Tia Telma e experimentou conhecer o seu próprio corpo) e que não vai mais aceitar não ter orgasmos nas suas relações. Diga que você quer mais empenho dele e, se for preciso, você pode desenhar um mapa para o seu prazer.
Ele pode ficar meio ofendido (se for um verdadeiro red-pill e não apenas um cara que não teve uma boa professora), mas se realmente ama você, vai se esforçar para melhorar sua performance e lhe dar prazer.
Se, no entanto, a conversa não resolver…. Ah, menina, a vida é muito curta para ficar com um fode-mal, principalmente agora que você já conhece o que é o verdadeiro prazer que um homem pode dar. Mesmo amando seu namorado, a relação não pode se basear só nisso, entendeu? Você vai viver sexualmente frustrada ao lado dele? Não há amor que resista.
Mas também há o outro lado: você também não deve ficar com um cara só por causa dos orgasmos que ele lhe proporciona. O cara pode ser ótimo de cama, mas um bosta na vida fora dela. Em tudo, tem que ter equilíbrio, principalmente num relacionamento. Gozar na cama e na vida juntos é a melhor coisa. Ponto.
E um último conselho: agora que você já descobriu novos caminhos para o orgasmo, explore-os mais a fundo, com a masturbação. Conheça o que lhe deixa excitada, o que lhe faz perder o controle. Use brinquedinhos ou apenas as mãos. Mas explore cada centímetro do seu corpo para realmente saber “orientar” o seu namorado ou futuros parceiros. Não deixe um homem ter total controle sobre seu orgasmo – ou a falta dele.
Espero ter ajudado.

Tem dúvidas sobre sexo? Mande sua pergunta para telma@olondrinense.com.br
Quem é Tia Telma?

Telma Elorza é jornalista, divorciada, xereta por natureza e que sempre se interessou muito por sexo. Com a vida, aprendeu várias coisas, mas a principal é que sexo é uma coisa natural e deve ser sempre prazeroso.
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