Amamentação adulta: como começar?

TIATELMA (2)

Por Telma Elorza

“Li seu artigo sobre amamentação adulta e me interessei muito. Adoro que mamem em mim. Por mim, ficaria horas só nisso, mas meus parceiros nunca querem mais que alguns minutos. Queria saber como entrar nesse mundo, tem informações utéis para me passar?”

Eu até coloquei o link da coluna sobre como iniciar na amamentação adulta, logo na pergunta dessa leitora, porque é uma mais lidas e comentadas da Tia Telma Responde, seguida por outra do mesmo assunto. Aliás, tem muita gente que deixa e-mail e telefone nos comentários, em busca de parceiros, e eu não publico por uma questão de segurança. Nunca se sabe quem pode pegar essas informações – em um espaço aberto como são os nossos comentários – e usar para aplicar golpes, por exemplo. Assim, se alguém quer trocar números, vá para um fórum fechado (fique nesse texto e você vai saber como), ok? Segurança em primeiro lugar, moçada.

Bom, o assunto despertou interesse desde a primeira coluna, É normal gostar de amamentar o marido?, publicada lá nos primórdios da Tia Telma, há quase 7 anos. E eu percebi que, para cada leitor ou leitora que me escreve, tem centenas (até milhares) de outros que gostariam de tirar dúvidas também. Assim, vamos mais uma vez falar sobre.

Se você está curioso(a) sobre amamentação adulta – para quem caiu aqui de paraquedas neste texto, é aquele fetiche sexual em que uma mulher “dá de mamar” a um(a) parceiro(a) já adulto – é bom saber que esse universo é real, amplo e tem comunidades e regras próprias. Não é frescura, nem coisa de gente doida. É simplesmente uma troca erótica e até afetiva que muita, mas muita gente curte e que, como qualquer outro fetiche, precisa de informação, limites e, claro, parceiros interessados.

A amamentação adulta tem até nomes em inglês: Adult Nursing Relationship (ANR) ou Adult Breastfeeding Relationship (ABR) e NÃO DEVE ENVOLVER CRIANÇAS. Aqui, vale reforçar, é só entre adultos consentindo. Pode ter um viés que acaba em relações sexuais ou apenas como forma de criar um laço emocional e acolhimento entre os parceiros, inclusive entre duas mulheres heteros. Aliás, muitos dos leitores que comentam na coluna não querem sexo. Não precisa nem ter leite para prática, só a estimulação dos seios.

Comunidades virtuais

Então, antes de mergulhar nessa comunidade, analise se você está interessada no lado sexual, no do vínculo ou no dos dois. Isso ajuda a achar parceiros que tenham mais afinidade. “Ah, tá, mas como achar parceiros”? Bom, não dá para sair perguntando no barzinho da esquina: “oi, você curte amamentação adulta?”. Seria legal, mas nada prático kkk. Se você já tem um(a) parceiro(a), o melhor é perguntar para ele(a) se sabe o que é, se gostaria de experimentar e tals. Abra o jogo, mostre textos, vídeos e relatos sobre o tema. Vai que ele topa e goste, né? Não tendo um parceiro fixo, o melhor é buscar no Facebook, Discord, Telegram ou até no Fetlife, uma plataforma voltada só para fetiches.

Nestes, há vários grupos (de vários estados brasileiros) voltados para a prática Eu, numa busca rápida só no Facebook, usando palavras como “amamentação adulta”, “lactofilia” e “mazofilia”, achei mais de 30 e algumas páginas pessoais também. O principal de participar de um grupo, na minha opinião, é que você não vai ter que ficar se explicando sobre seus desejos.

As comunidades virtuais de ANR/ABR são locais para aprender e tirar dúvidas. As pessoas trocam experiências, dão dicas e até compartilham histórias. Mas cada grupo tem suas próprias regras. E geralmente não é permitido menores de idade (nem conteúdos com eles), nem mensagens desrespeitosas ou forçadas, muito menos mandar fotos sem permissão. Também é preciso ter respeito/paciência com os novatos e reportar creepers (aquelas criaturas hostis, que aparecem em quase todos os locais, um hater que não deveria estar ali). Leia as regras (a maioria tem elas fixadas em locais acessíveis do grupo), se apresente de forma educada e vá se entrosando aos poucos. Só aconselho a passar para comunidades no Telegram quando estiver mais informada.

Outra coisa: não espere achar parceiro para amamentação em dois cliques. Assim como em qualquer ambiente de relacionamento, é preciso conversar MUITO, criar confiança e só então marcar encontros. E mesmo assim, marque um primeiro encontro em lugar público, avise alguém sobre onde vai estar e com quem e veja se rola uma química, antes de tudo. Lembre-se: segurança! Hoje em dia não dá para confiar em qualquer pessoa que conheceu pela internet.

Regras de ouro da amamentação adulta

Com em qualquer outro fetiche, a prática de amamentação adulta também tem algumas regrinhas que todo mundo deveria seguir:

  • A primeira e maior é: consentimento é tudo. Ninguém deve ser ou se sentir obrigado a fazer.
  • Combine as regras antes: vai ter sexo ou não, vai ter dor (tem gente que curte, ui, credo!), qual será a duração?
  • Higiene sempre: boca e pele precisam estar limpas e saudáveis. Lave as mãos, evite álcool ou cigarro antes e, se tiver piercing no peito, cuide pra não machucar. E isso é autoexplicável, né?
  • Respeito ao corpo: se houver produção de leite, lembre-se que os seios podem ficar sensíveis. Então o parceiro que vai ser amamentado tem que ser delicado ao sugá-los. Nada de machucar a parceira sendo agressivo(a). Sabe aquelas coisas de morder que você vê em vídeos pornôs? Esqueça (a menos que a pessoa que está amamentando peça, ok?).
  • O segredo deve ser bem guardado. Nem todo mundo entende ou aceita esse e outros fetiches. Fora das comunidades, compartilhe seus desejos só com pessoas da sua confiança. Uma coisa básica, que vale para todos os tipos de fetiche, na minha opinião.
  • Paciência: Se a ideia é induzir lactação, isso exige rotina, estimulação constante e, em alguns casos, acompanhamento médico. Não acontece do dia para noite só porque você quer. Os grupos podem orientar direitinho.

E o mais interessante de tudo: ANR é sobre empoderamento feminino: você no controle do seu corpo e prazer. Por isso, não tenha pressa. Comece devagar, ouça seu instinto e celebre pequenas vitórias – tipo achar alguém que a faz rir antes de mamar. Se não rolar logo, tudo bem, uma hora aparece alguém que bate certinho com seu fetiche.

Espero ter ajudado.

Tem dúvidas sobre sexo? Mande sua pergunta para telma@olondrinense.com.br

Quem é Tia Telma?

A leitora pediu informações úteis para começar na prática de amamentação adulta. Tia Telma respondeu bem explicadinho
Tia Telma versão Inteligência Artificial

Telma Elorza é jornalista, divorciada, xereta por natureza e que sempre se interessou muito por sexo. Com a vida, aprendeu várias coisas, mas a principal é que sexo é uma coisa natural e deve ser sempre prazeroso.

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Respostas de 32

  1. Sou homem, 35 anos, natural do Rio de Janeiro. Pratico a mazofilia desde 2019 e gostaria de encontrar uma parceira fixa para praticarmos.

    Obs: tenho disponibilidade para viajar.

      1. Oi Lia, busco interação para prática do fetiche, também aou do RJ, não nusco envolvimento sexual, busco apenas pratica da amamentação. Trnho 40 anos.

      1. Oii amiga tudo bem, vc mora em qual cidade mesmo e está praticando amamentação ou está em busca de alguém pra amamentar?

  2. A procura de uma parceira em Manaus, interesse apenas na prática, tenho 32 anos, não ligo pra aparência muita vontade de mama com leite ou sem.

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