Entenda como a substituição de importações reduziu a dependência externa do Brasil

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Por Cláudio Chiusoli

Protecionismo econômico e substituição de importações são temas diferentes, mas com uma forte conexão entre eles.

O protecionismo é um conjunto de políticas, visando a defesa da indústria nacional, enquanto a substituição de importações foi uma estratégia econômica adotada pelo governo brasileiro, especialmente a partir da crise de 1929.

O objetivo foi de promover a industrialização e diminuir a dependência de produtos manufaturados estrangeiros.

Em essência, a ideia era “substituir” bens que o país antes comprava de fora por produtos feitos internamente, pois visava reduzir a dependência do Brasil em relação a produtos importados, incentivando a produção interna de bens que antes eram comprados do exterior.

Com a crise de 1929, a economia do Brasil foi severamente impactada, resultando em uma grande diminuição nas exportações, que era fortemente dependente do café. Ao mesmo tempo, o país enfrentava problemas para importar itens industriais fundamentais, o que gerou a necessidade de buscar maior autossuficiência.

Deste modo, o governo de Getúlio Vargas implementou diversas medidas para fortalecer a indústria, marcando uma transição de uma economia agroexportadora para uma economia mais industrializada.
Isso foi impulsionado por uma série de medidas protecionistas e de estímulo à produção nacional, mediante um plano de longo prazo para incentivar a industrialização e a autossuficiência do Brasil para alguns produtos.

A substituição de importações baseou-se em alguns pilares:

  • Protecionismo econômico: o estado implementou altas tarifas de importação e outras barreiras para que produtos estrangeiros ficassem mais caros.
  • Investimento estatal: o estado investiu diretamente em setores considerados estratégicos, como siderurgia, energia e infraestrutura, que eram fundamentais para sustentar o crescimento industrial.
  • Incentivos fiscais e créditos: o estado concedeu benefícios fiscais e linhas de crédito para as indústrias nacionais, tornando mais fácil para elas se desenvolverem e competirem.

Por causa da abordagem adotada na época com a principal diretriz para o desenvolvimento industrial do Brasil durante várias décadas, a configuração econômica do país mudou, levando a uma base industrial mais variada que pode ser percebida hoje.

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Foto principal: Industrialização na Era Vargas/reprodução da internet

Cláudio Chiusoli

Substituição de importações foi uma estratégia adotada na Era Vargas para promover a industrialização e diminuir a dependência brasileira

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.

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