“O tempo perguntou pro tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo respondeu pro tempo que não tem tempo pra dizer pro tempo que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem.”
Esta é uma frase que escutei de um velhinho chamado João Felipe, no asilo São Vicente de Paula, que hoje não está mais entre nós. Sempre me chamou atenção e nunca descobri a sua autoria. Na internet aparece como autor desconhecido.
Em relação ao tempo, vivemos uma crise de saúde e, de carona, o impacto financeiro que está sendo desastroso e com prejuízos inestimáveis.
Escuto amigos e conhecidos, autônomos, profissionais liberais e empresários manifestar, e com razão, extrema preocupação em função da queda de suas receitas.
Parte do comércio não irá faturar em função do decreto de quarentena para combater a propagação do COVID-19. As empresas mais afetadas são aquelas que tem atividade em que se verifica as aglomerações de pessoas, como shopping, comércio de rua, salas comerciais e demais situações semelhantes.
O impacto econômico é de imediato, paralisando as indústrias, devido queda acentuada do consumo e dos investimentos, além da iminente retração no comércio mundial e das exportações.
Em jogo está o emprego dos trabalhadores e até mesmo o salário do funcionalismo público municipal, estadual e federal poderá ficar comprometido devido à queda das respectivas arrecadações.
Então, a expectativa do setor produtivo, comercial e prestadores de serviços é obter apoio de medidas governamentais. Em momentos de crise, o governo tem um papel fundamental como interventor com a condução de políticas públicas e que de certa já está acontecendo.
Dessa forma, registro algumas dicas importantes para quem sentiu o impacto financeiro e econômico na sua atividade e faça as seguintes ações pontuais:
a) se precisar, procure imediatamente seu gerente de banco para ver linha de crédito. Os bancos estão esperando por isso;
b) converse com seu escritório de contabilidade. O governo lançou programa de postergação de pagamento tributário e outros benefícios. Seja na situação da sua empresa estar no simples, lucro presumido ou lucro real.
c) negocie com seus fornecedores a respeito dos prazos de pagamento e novos pedidos. Eles fazem parte da cadeia produtiva e também estão sentindo o impacto; e
d) não menos importante, se há aluguel para saldar, procure a possibilidade de negociar uma suspensão ou isenção. Converse com a imobiliária, proprietário ou seu advogado sobre as possibilidades. Todos estão no mesmo barco. Indico essa interessante matéria.
Com o tempo logo veremos a luz que no fim do túnel. Na fé!!
Vamos aguardar os próximos fatos. Desejo uma excelente semana!
Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR. Facebook: facebook.com/claudio.chiusoli
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