Por Cláudio Chiusoli
Com tantas informações a respeito das políticas adotadas pelo governo atual e com a forte com expansão da máquina pública com aumento dos ministérios e cargos, provoco aqui a reflexão considerando algumas correntes de economistas que defendem um estado mais enxuto.
Um estado mais enxuto é a proposta de pensadores liberais, que surgiu no século XVII, sendo uma ordem jurídico-política caracterizada por princípios como a separação de poderes, o estado de direito dos direitos e liberdades individuais.
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As ideias liberais era reação às monarquias absolutistas (reis da época), defendendo um governo limitado em apenas proteger os direitos dos cidadãos, promovendo seu bem-estar social e segurança, defendendo nesse sentido que esse seria o real papel do estado.
Em um estado liberal, o governo é responsável por fornecer bens e serviços públicos básicos aos cidadãos, garantir o estado de direito e proteger a liberdade individual. Enfatiza que todos os indivíduos são iguais por natureza e portadores de direitos naturais aos quais eles não podem, em hipótese alguma, abdicar dos direitos à liberdade e à propriedade.
Uma corrente de pensamento mais atual trata de um estado neoliberal, caracterizado em uma maior ênfase no mercado e na iniciativa privada, reduzindo mais ainda a presença do estado na economia.
O neoliberalismo representa uma nova forma de liberalismo, surgiu no final do século XX como uma resposta às falhas verificadas no modelo de estado, que era considerado ineficiente na sua condução de gestão na economia.
Em suma, o neoliberalismo busca aplicar os princípios liberais clássicos em um contexto de globalização e economia de mercado cada vez mais interconectada, defendendo mercados livres, governo limitado, desregulamentação e privatização.
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As duas correntes possuem pequenas diferenças, que, enquanto um estado liberal enfatiza os direitos e liberdades individuais e busca criar um ambiente que promova o desenvolvimento individual, um estado neoliberal prioriza o crescimento econômico e a eficiência na busca de reduzir o papel do estado nos assuntos econômicos.
Assim, é importante destacar que esses pensamentos econômicos pedem a presença menos marcante do estado, de modo que possam atuar somente nas questões essenciais aos cidadãos, promovendo seu bem-estar social, saúde, moradia, educação e segurança.
Afinal, fica a reflexão, que estado queremos?
Tenha uma ótima semana!

Cláudio Chiusoli
Economista e Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.
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