Como a Taxa Selic afeta sua vida financeira? Entenda

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Por Cláudio Chiusoli

Esse tema surge com frequência, em canais de investimento e mídia em geral, e desempenha um papel importante na economia brasileira e certamente em nossa vida financeira.

Isso mesmo, a inflação continua subindo e aí entra o papel da taxa básica de juros, a Selic, informada a cada 45 dias, se vai aumentar, diminuir ou se manter após a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).

À título de curiosidade, o Copom é composto pelo presidente e oito diretores do Banco Central, cujas decisões são soberanas e dispensam a aprovação de outros órgãos.

Em sua última reunião, na semana passada, a taxa Selic foi fixada em 10,75% ao ano. Ela subiu pela oitava vez consecutiva e ainda aumentou 1,5 ponto percentual pela terceira vez consecutiva. O Copom começou a elevar os juros a partir de março de 2021, quando a inflação começou a dar indícios de alta.

Com isso, os investidores continuam reagindo à divulgação da ata do Copom, na qual o Banco Central manifestou preocupação em adotar políticas que visem conter a inflação no curto prazo, isto é, nesse ano.

Aqui está a explicação:

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) encerrou 2021 em 10,06%, bem acima da meta de inflação e ficou em 0,54 % em janeiro de 2022.

A meta de inflação para esse ano é de 3,5%. Entretanto, o mercado financeiro prevê que a inflação estará em torno de 5,4% até o final do ano, ainda além da meta estabelecida.

Por outro lado, estudos apontam que a dívida das famílias está começando a diminuir. Uma das razões para a queda foi o aumento das taxas de juros, o que acabou levando a menos contratações para novos empréstimos no início deste ano.

Qual é a lógica por trás desse aumento da taxa?

Todos que tem um empréstimo, financiamento ou outra transação com juros serão afetados.

A Selic tem como objetivo controlar a inflação e, quando ela sobe, investir em renda fixa atrelada a Selic como indexador torna-se mais rentável.

Com maior investimento, haverá menos consumo. À medida que o consumo cai, os preços são pressionados a diminuir, fazendo com que a inflação caia.

Tanto que a partir de 2023 já há previsão do início gradual da redução da taxa Selic.

Ainda temos que esperar os próximos meses.

Fique por dentro. Boa semana. Gratidão!

Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR.
Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com. Acompanhe meu canal do e minhas redes sociais Linkedin, Facebook Instagram.

Foto: Pexels

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