O aliciamento de menores via redes sociais e sites de jogos é cada dia mais comum. É preciso conhecer para saber como prevenir
Telma Elorza
O LONDRINENSE
Há alguns anos, um jogo nas redes sociais, chamado Desafio da Baleia Azul, colocou em risco inúmeros adolescentes já que, nas etapas finais, o desafio era cometer suicídio. Muitos adolescentes e crianças, em todo mundo, foram vítimas desse jogo. Mas os perigos para as crianças não cessaram por aí. Num mundo onde estamos cada vez mais conectados, principalmente durante a pandemia de covid – que afastou praticamente toda a população mundial dos convívios diários -, a internet assumiu uma predominância nas relações sociais. E as crianças se tornaram mais vulneráveis aos que os especialistas chamam de grooming.
Grooming é termo em inglês para o aliciamento de menores pela internet, via sites de jogos, de animações e redes sociais. O aliciamento é quase sempre de cunho sexual, de forma a alimentar a indústria da pedofilia. Às vezes, os aliciadores tentam até marcar encontros presenciais. Por isso, pais e responsáveis por menores precisam ficar atentos ao que as crianças e adolescentes andam vendo pela internet.
Segundo alguns sites especializados, há alguns sinais que os pais precisam prestar atenção para saber se não está rolando o grooming. Entre os sinais estão:
- As crianças passam muito mais tempo na internet e reclamam muito quando o responsável tenta limitar o acesso;
- Elas mantêm segredosobre com quem estão falando on-line e quais sites visitam;
- Fecham a janela ou trocam as telas quando um adulto chega perto do computador;
- Aparecem com celulares ou outros aparelhos eletrônicos que não foram dados pelos pais, justificando terem emprestados de amigos da escola;
- Usam linguagens sexuais que os responsáveis não esperavam que soubessem;
- Tornam-se emocionalmente voláteis: ora meigos e alegres, ora agressivos, depressivos ou tristes.
Para os psicólogos infantis, o diálogo franco é a melhor forma de prevenir o grooming. Por isso, recomendam que os pais ou responsáveis devem sempre conversar sobre os perigos da internet, onde é fácil para um adulto mal intencionado fingir ser outra pessoa; orientar sobre o que pode ou não pode ser discutido com “amigos” na rede, conversando sobre as interações on-line; orientar sobre nunca passar dados pessoais, endereço ou locais onde frequenta; orientar sobre toques inadequados e conversas de cunho sexual; e, principalmente, mostrar que não os culpam por nada. É fundamental que as crianças e adolescentes não tenham medo de pedir ajuda dos pais ou de um adulto de confiança, caso se sintam preocupados.
Além disso, é interessante que estimule os adolescentes a fazerem uso das configurações de privacidade nas redes sociais. Com crianças menores, é possível fazer a instalação de softwares de segurança que impedem a navegação em páginas consideradas suspeitas. Os celulares e tablets com sistema IOS já oferecem algumas ferramentas para isso, dentro do próprio sistema operacional.
Além disso, toda suspeita de grooming deve ser denunciada às autoridades policiais, pois é um crime sério. Fique atento e proteja seus filhos.
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