Videogame é coisa séria. Séria mesmo, ponto. Já há alguns anos que essa indústria fatura mais que a do cinema e a da música. Mesmo com blockbusters como Os Vingadores: Guerra Infinita (US$ 2 bilhões em bilheteria) e Pantera Negra (US$ 1,3 bilhão em bilheteria), Hollywood está longe, muito longe do faturamento dos games. Um estudo da Headway em parceria com a Newzoo, disponível no site da empresa, mostra que a expectativa para 2018 era que o faturamento do mercado de jogos ultrapassasse os (respire fundo) US$ 134 bilhões. CENTO E TRINTA E QUATRO BILHÕES DE DÓLARES!
E qual é o mercado mais promissor? Segundo a Headway, a América Latina. México e Brasil, em especial, estão no topo dessa lista de potenciais consumidores de jogos eletrônicos. Por aqui, o estudo mostra outro ponto que, para muitos, pode ser uma novidade: mais da metade das mulheres com acesso à internet jogam no celular, contra 50% dos homens. Esqueça aquela imagem de que games são coisa de menino!

[
O maior faturamento do setor no Brasil – mais uma novidade para quem não está tão familiarizado com o assunto – segue sendo o dos jogos mobile: US$ 580 milhões. Os jogos de console faturam um pouco menos, US$ 480 milhões. Computadores completam o tripé, com faturamento de US$ 390 milhões.[

Nada surpreendente em um país que sobreviveu aos longos anos de reserva de mercado e ainda hoje se bate com o maldito “Custo Brasil”, que faz com que um console de videogame seja vendido por US$ 50 nos Estados Unidos (cerca de R$ 190 em conversão direta)e por mais de R$ 500 por aqui. [
Por isso, não estranhe se comerciais como o de aplicativos como Clash Royale se tornarem cada vez mais comuns na TV aberta.

Fábio Calsavara
É jornalista e gamer raiz. Do tempo em que criança jogava fliperama em boteco de rodoviária

