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Senna x Prost

A rivalidade mais acirrada da história da Fórmula 1 finalmente chega aos games

Neste 2019 completam-se 25 anos daquele fatídico 1º. de maio de 1994, quando Ayrton Senna sofreu um acidente fatal após bater sua Williams no muro da curva Tamburello no circuito de Ímola, em San Marino. Foi uma perda muito sentida para mim que, desde muito criança, já havia aprendido a gostar das corridas de Fórmula 1, tanto na TV quanto nos videogames.

Uma das primeiras lembranças que tenho de fliperamas é do Pole Position, da Namco. O jogo é de 1982, e eu lembro até hoje daquela voz eletrônica ressoando na minha cabeça: “Prepare to qualify”.

O som desse jogo é magnífico ainda hoje, com um ronco grave que te transporta para dentro do circuito de Fujiyama. Na época, os volantes dos árcades não tinham limitadores, nem force feedback, então era uma folia de rodar de um lado para outro de forma quase insana, como se isso ajudasse de alguma forma a guiar o carro na pista.

O que chamava a atenção mesmo é que além dos pedais de acelerador e freio, esse jogo tinha uma alavanca de mudança de marchas. Naquele momento em que a ficha era colocada na máquina, sim, eu era um piloto de F1, acelerando, freando e trocando as marchas do meu bólido. Via de regra as corridas não duravam mais do que um minuto e meio, já que dificilmente eu conseguia passar pelos checkpoints para garantir um tempo adicional. Mesmo assim, valia muito!

Outros arcades vieram, como a segunda versão do Pole Position, mas uma em especial me chamou a atenção desde a primeira vez que eu vi. Era o Super Monaco GP. Meu amigo, minha amiga, a coisa ali mudou de patamar. A visão, que antes era externa, agora era de dentro do cockpit. Tinha retrovisor, tinha mapa da pista, tinha conta-giros, tinha TUDO!

Esses dois eu joguei muito, mas perdendo uma ficha a cada partida não tinha bolso que aguentasse. O jeito foi esperar o port para o Mega Drive. Nessa época, começo dos anos 1990, a rivalidade entre Ayrton Senna e Alan Prost já dava sinais de ter atingido o ápice. Em 1988, Senna ganhou seu primeiro mundial.

No ano seguinte, Prost – então companheiro de McLaren – bateu deliberadamente em Ayrton numa chicane do circuito de Suzuka. O brasileiro voltou à corrida com o auxílio de fiscais, o que lhe causou a desclassificação na prova e garantiu o tricampeonato do francês. Em 1990 Senna deu o troco, num misto de genialidade e irresponsabilidade: bateu de propósito em Prost na primeira curva após a largada, fez com que os dois saíssem da prova sem chance de retorno e garantiu o bicampeonato.

Em 1991, Senna seria tricampeão e, no ano seguinte, a Sega aproveitou a fama do brasileiro para lançar aquele que seria o melhor jogo de corridas do Mega Drive: Ayrton Senna’s Super Monaco GP II. O cartucho japonês faz parte da minha humilde coleção de jogos (da qual falaremos em posts futuros).

Agora sim, depois de anos de falta de licenciamentos, era possível jogar com Senna sendo Senna, e não G. Ceara ou qualquer outro nome genérico. Mas uma coisa ainda faltava: a rivalidade com o “professor”.

Faltava, do verbo ainda não tinha. Ainda, porque a Codemasters, empresa que detém os direitos dos jogos da Fórmula 1 vem e me anuncia isso aqui:

UMA. EDIÇÃO. ESPECIAL. SENNA. VS. PROST.

Dane-se que o jogo vai chegar a um valor abusivo agora no meio do ano. Dane-se que a reprodução digital do Senna não está tão boa quanto os fãs esperavam. Dane-se que eu provavelmente terei que esperar de um a dois dias até que todo o conteúdo extra seja instalado no HD do console. Dane-se tudo isso. É mais que Palmeiras x Corinthians. É mais que Brasil x Argentina. É Senna x Prost!

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