O hábito do fumo ainda é uma realidade entre os brasileiros. Menor, mas, ainda real. Em 2006, dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) apontavam que 15,6% da população brasileira declaravam ser fumantes. Esse número caiu pra 9,3% em 2018, quando a pesquisa foi realizada novamente. Por isso, há muitos motivos para celebrarmos, neste 16 de novembro, o Dia do Não Fumar.
Entretanto, ainda é preciso avançar muito nesse aspecto. Sobretudo, por questões de saúde. De qualquer forma, as pessoas devem se conscientizar que alguns efeitos e consequências do tabagismo podem ser minimizados, inclusive esteticamente. O hábito do fumo acelera o envelhecimento, estimula o surgimento de manchas e rugas, causa flacidez na pele e é fato de risco para alguns tipos de câncer. Afinal, o cigarro é rico em toxinas (cerca de 4,7 mil por tragada).
Entre algumas atitudes que ajudam no combate às consequências do cigarro estão hidratar a pele e tomar muito líquido. Embora não sejam tratamentos profundos, atuam para manter a pele menos flácida. No entanto, existem outros: a hidronutrição (esfoliação da pele e uso de aparelho ionizador), o ácido retinóico (que pode ser passado em casa, com receita médica) e sessões de peeling.
São as mulheres as mais preocupadas com esses aspectos, talvez, justamente, por serem as que mais sofrem os efeitos negativos das substâncias nocivas do cigarro. Isso é uma questão biológica: a diminuição do estrogênio, acentuada pela nicotina, deixa-as vulneráveis ao envelhecimento da pele. Não é apenas uma questão de vaidade: tem a ver com a saúde e a estética, importantes para o bem-estar e a auto estima das pessoas.
Por isso, é preciso analisar caso a caso para entender e compreender quais os melhores procedimentos para cada pele e, obviamente, para cada bolso. O importante é combater a perda do colágeno natural, elemento que mantém a rigidez da pele, evitando algumas insistentes linhas de expressão.
Paula França

Médica em Londrina, formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) especialista em saúde da família e pós-graduada em dermatologia pelo Instituto Superior de Medicina (ISMD), de São Paulo.
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