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Acne na vida adulta: mais da metade das mulheres têm

As famosas e incômodas espinhas não são exclusividade de adolescentes. Ao contrário, incomodam muitos adultos por aí. De modo especial, as mulheres. Sim! Um estudo da Academia Americana de Dermatologia atesta: 54% das mulheres com mais de 25 anos apresentam o problema, conceituado como quadro acneico. No Brasil não há uma investigação aprofundada sobre o assunto, mas a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) diz que a acne nesta faixa etária é dos motivos que mais levam pacientes aos consultórios médicos. Estimativas apontam que 16 milhões de mulheres brasileiras sofram com a doença.

Mas, quando nesta faixa etária a acne aparece e insiste em permanecer, o que é preciso fazer? Depende, porque o problema pode ser genético ou hormonal. Uma coisa é quando a acne da adolescência tem continuidade na vida adulta, que é o primeiro caso. Outra totalmente diferente é quando, de repente, quando a mulher já é adulta, a acne surge de repente, caracterizando o segundo caso. Em algumas situações, é preciso até investigar a origem do problema de forma mais aprofundada, para certificar-se de que não seja nenhuma doença como síndrome dos ovários policísticos.

Entretanto, há outros fatores, talvez menos comuns, que podem interferir: dieta repleta de laticínios e carboidratos, estresse, tabagismo, suplementos alimentares, exposição ao sol e à poluição e, claro, a oleosidade da pele. A diferença da mulher adulta é que normalmente as acnes aparecem da chamada zona U, composta pelo queijo, mandíbula e pescoço, em vez da zona T, ou seja, na testa, no nariz e nas bochechas.

As formas de evitar e reverter o problema são muitas, mas devem ser todas orientadas por um médico especialista que a acompanhe, pois exigirá um tratamento prolongado por se tratar de um quadro crônico. É preciso regular a secreção sebácea, diminuir a obstrução dos folículos pilo-sebáceos, reduzir a proliferação de bactérias e controlar a inflamação. Mulheres que têm uma rotina de limpeza, hidratação e proteção da pele podem reduzir a incidência da acne, mas devem cuidar para não obstruir os poros. Portanto, o tratamento depende da acne, pois vai desde o uso de cremes até comprimidos orais e procedimentos estéticos.

Foto: Pixabay

Paula França Müller

Médica em Londrina, formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) especialista em saúde da família e pós-graduanda em dermatologia pelo Instituto Superior de Medicina (ISMD), de São Paulo. Hoje atua como médica do Programa Saúde da Família na unidade básica de saúde do Jardim Santo Amaro, em Cambé, além de clinicar e integrar o corpo de professores da Pontifícia Universidade Católica (PUC), campus Londrina.

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