Massagem como aliada no tratamento de Parkinson

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Por Carmen Fontes

A Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa crônica que afeta primariamente o sistema motor, causando sintomas como rigidez muscular, tremores, bradicinesia (lentidão dos movimentos) e instabilidade postural. O tratamento atual é necessariamente multifacetado, combinando o rigor dos medicamentos prescritos, a importância da fisioterapia contínua e a contribuição de outras terapias complementares. Neste panorama de cuidados integrados, a massagem terapêutica surge como uma intervenção promissora e suave, atuando como um importante coadjuvante no manejo dos sintomas, proporcionando alívio e melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Alívio da rigidez: foco na Hipertonia Muscular

A rigidez muscular (ou hipertonia) é um sintoma cardinal de Parkinson, resultado de um aumento do tônus muscular que se manifesta como resistência constante ao movimento passivo, frequentemente descrito como a sensação de “roda denteada” ou “cabo de chumbo”. A massagem terapêutica atua diretamente nesse sintoma com o objetivo de reduzir a tensão e aumentar a mobilidade. As técnicas específicas da massoterapia promovem um aumento do fluxo sanguíneo nas áreas massageadas. Esse aquecimento local é vital, pois ajuda a liberar as fáscias e diminuir a tensão muscular, o que é crucial para diminuir a resistência à movimentação.

Ao aplicar pressão e alongamento suaves, o terapeuta ajuda a quebrar o ciclo de contração persistente que caracteriza a rigidez. Isso estimula os receptores sensoriais nos músculos e tendões, enviando sinais ao sistema nervoso central que inibem o excesso de tônus, permitindo que o músculo relaxe. Além disso, a massagem é eficaz na desativação de pontos-gatilho, que são áreas localizadas de dor e tensão frequentemente formadas pela rigidez prolongada, resultando em uma melhora na flexibilidade e uma perceptível redução da dor e da sensação de peso.

Melhoria na mobilidade e redução dos tremores de Parkinson

Além da rigidez, a massagem contribui para amenizar outros sintomas motores. Embora não cure a doença, alguns estudos e relatos clínicos sugerem que o relaxamento profundo induzido pela massagem pode resultar em uma melhora mais expressiva sobre a lentidão dos movimentos (bradicinesia) e até mesmo na atenuação dos tremores e cãibras. Ao estimular a circulação e promover um relaxamento muscular mais eficaz, a massagem facilita a execução de atividades diárias e melhora a coordenação. Além disso, a execução de alongamentos passivos e mobilização articular auxilia na mobilidade geral da pessoa acometida pela Doença de Parkinson.

A massagem terapêutica é uma importante terapia coadjuvante no manejo dos sintomas da Doença de Parkinson, complementando os tratamentos
Foto: Freepik

Bem-estar emocional e redução do estresse

Um dos maiores trunfos da massagem é o seu efeito sobre o bem-estar emocional e o sistema nervoso. A manipulação suave e rítmica promove um relaxamento profundo, o que é crucial para o paciente com Parkinson, visto que o estresse e a ansiedade tendem a exacerbar os sintomas motores. A massagem atua reduzindo os níveis de hormônios do estresse, como o cortisol, e aumentando a liberação de hormônios do bem-estar, como as endorfinas, o que confere efeitos ansiolíticos e antidepressivos. Esse estado de tranquilidade é fundamental para o manejo global da doença.

Impacto na qualidade do sono e em sintomas não-motores

A qualidade do sono é uma preocupação frequente, pois muitos pacientes com Parkinson sofrem de insônia ou têm um sono fragmentado. O profundo relaxamento induzido pela massagem pode ter um impacto positivo duradouro, ajudando a regular o ciclo do sono e a proporcionar noites mais reparadoras. Adicionalmente, a massagem pode ser aplicada para ajudar em sintomas não-motores, como a constipação (prisão de ventre), comum na Doença de Parkinson. A massagem abdominal pode estimular os movimentos peristálticos, promovendo um funcionamento mais regular do organismo.

Recomendações para uma terapia segura e eficaz

É fundamental ressaltar que a massagem terapêutica é uma terapia complementar e jamais deve substituir o tratamento médico e a fisioterapia. Para garantir a segurança e a máxima eficácia, é imprescindível que qualquer intervenção complementar seja discutida com o médico neurologista que acompanha o paciente. Incorporar a massagem na rotina de cuidados é uma forma carinhosa e eficaz de promover o alívio físico e emocional, reafirmando que o foco deve estar sempre na melhoria da qualidade de vida e na manutenção da autonomia do paciente.

Agende sua avaliação

Se você convive com a Doença de Parkinson ou é familiar de alguém que enfrenta essa condição, convidamos você a dar o próximo passo em direção a um maior bem-estar e conforto. Como massoterapeuta especializada em terapias complementares para condições neurológicas, estáou à disposição para realizar uma avaliação individualizada. Entre em contato hoje mesmo para agendar sua consulta e descobrir como a massagem terapêutica pode ser adaptada às suas necessidades específicas para aliviar a rigidez e promover um relaxamento profundo.

Foto principal: IA/Gemini

Carmen Fontes

Técnica em Massoterapia, graduada pelo Instituto Federal do Paraná em 2023. Especializou-se em áreas como Ventosaterapia e Técnicas Complementares da Medicina Chinesa, Reiki e Auriculoterapia, e está cursando a pós-graduação em Acupuntura pelo IPA – Instituto Paranaense de Acupuntura. Atende no Espaço Èze Savoir, na rua Capitão Almir Moreira, nº1800. Telefone/ WhatsApp para agendamentos é (43)98824-3667. Instagram: carmenfontes.massoterapeuta.

Leia mais sobre massoterapia em Ponto e Toque

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