Casos de corrupção estarão ocupando boa parte das agendas da 2a. e 3a. Varas Criminais
Loriane Comeli
Equipe O LONDRINENSE
Três ações criminais – sendo duas da Operação Publicano e uma da Operação ZR3 – terão audiências de instrução neste mês. A primeira será no dia 12, a próxima terça-feira, para ouvir testemunhas e os dois réus da 11a. fase da Publicano, em que o auditor afastado da Receita Estadual Amado Batista Luiz é acusado de lavagem de dinheiro.
Segundo a denúncia, oferecida em maio do ano passado, Batista, com a ajuda do filho, teria comprado apartamento com dinheiro oriundo de propina (obtida por meio do esquema de corrupção com empresários sonegadores de impostos) com a finalidade de esconder a origem ilícita do recurso. Ao todo, 71 auditores foram acusados de integrar o esquema de achaque de empresários sonegadores de tributos estaduais. (Relembre o caso)
Para 18 de março, foi marcada audiência da Publicano 10, em que o também auditor Gilberto Favato é acusado do mesmo crime que o colega, além de falsidade ideológica. São 11 fatos denunciados em ação também protocolada em maio de 2018 e, além de Favato, outras três pessoas são rés, sendo um empresário e duas pessoas da família. Com a ajuda dos três, sustenta o MP, o auditor teria feito ingressar em seu patrimônio, com aspecto de legalidade, bens adquiridos com dinheiro vindo de propina obtida com achaque de empresários envolvidos na Operação Publicano.
“São ações movidas individualmente contra cada auditor para apurar lavagem de dinheiro. Com base em quebra de sigilo bancário, analisamos cada transação suspeita e denunciamos aquelas que tiveram o intuito de ocultar patrimônio adquirido com dinheiro originado de propina”, explicou o promotor Leandro Antunes, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Essas duas ações tramitam na 3ª Vara Criminal e as audiências começam às 13h30.
ZR3
Agendada para 19 de março, a mais longa das audiências será a da ZR3, operação deflagrada em janeiro do ano passado para apurar um esquema de cobrança de propina para mudança zoneamento urbano. Conforme o despacho do juiz da 2ª Vara Criminal, Délcio Miranda da Rocha, os 13 réus – incluindo dois vereadores afastados, Rony Alves e Mário Takahashi – arrolaram 82 pessoas para prestar depoimento.
Entre os depoentes, devem estar ex-integrantes do Conselho Municipal da Cidade (CMC), especialmente da gestão que se encerrou em outubro do ano passado, como Rodrigo Zacarias, Rubens Bento e Osmar Ceolin Alves.
Membros do primeiro escalão da administração de Marcelo Belinati (PP) também foram arrolados pelos réus como testemunhas: Marcelo Canhada (secretário de Planejamento), João Verçosa (Obras) e o vice-prefeito João Mendonça. O ex-presidente da Codel, Nado Ribeirete, também está na lista de depoentes.
Foto: WilliamCho on Pixabay

