No terceiro episódio da série especial, o médico Marcos Cabrera desvenda alguns mitos relacionados ao processo de envelhecimento e garante que apesar da vulnerabilidade é possível envelhecer bem. De Repente 60 já está no ar!
Suzi Bońfím
Na primeira temporada da série DE REPENTE 60, do O LONDRIÑENSE POD, no canal do YouTube e Spotify, as jornalistas Suzi Bońfím e Telma Elorza conversam com quem está vivendo a velhice, com quem está a caminho e com profissionais da área traçando um panorama geral desta fase da vida. A série é um oferecimento do Restaurante Minerin.
O médico geriatra e professor titular da Universidade Estadual de Londrina Marcos Cabrera, convidado do terceiro episódio da série, destaca como as escolhas feitas ao longo da vida refletem no processso de envelhecimento. Cabrera afirma que a longevidade de cada um de nós tem uma “marra” genética, mas não representa mais do que 20% da chance da pessoa viver bem ou mal.
“Aí entram as decisões que são minhas e ainda decisões que são ambientais. Envelhecer em Londrina é diferente de envelhecer no Irã, envelhecer em Londrina é diferente de envelhecer, por exemplo, na Grécia, diferente de envelhecer em uma cidade calma, como é diferente em São Paulo. O ambiente também faz diferença, mas a gente pode mudar as nossas condutas, por isso que eu chamo isso, envelhecer é um processo de autogestão, de escolhas”, ressalta o geriatra
Envelhecer com propósito de vida
Marcos Cabrera aponta que um dos conceitos mais relevantes na geriatria e gerontologia hoje é o propósito de vida na velhice. “Propósito de vida é uma coisa que a gente tem que ter sempre em todos os momentos da nossa história. Ele não precisa ser requintado,elitizado,não precisa ser chique,não precisa ser complexo, pode ser simples. Mas a gente precisa acordar com o olho brilhando por alguma coisa”, ressalta.

Segundo ele, um dos maiores mitos da sociedade é considerar que o envelhecimento só traz coisas ruins. Isso porque por muito tempo as demandas apontam para isso. O geriatra destaca que hoje são 12% a 15% de pessoas acima de 60 anos em uma cidade como Londrina, mas há 40, 50 anos, apenas 2% a 3% da população estava nesta faixa etária e não se conhecia este idoso.
“Nós conhecemos o velho a partir de demandas negativas….Tem vulnerabilidade, mas tem potencial, um jeito de envelhecer bem, de se envelhecer melhor, de forma mais ativa”, garante o geriatra.
No quarto episódio da primeira temporada da série De Repente 60, na quinta-feira (25), a conversa é com quem está no meio do caminho do envelhecimento, a geração Z e a geração X, a jornalista Carolina Avansini e a filha Clarice, universitária do curso de Comunicação Social da UEL.
O LONDRINE̅NSE POD é produzido em parceria com o ZGMEstúdios e está disponível no YouTube e Spotify


