Câncer de Mama: Outubro Rosa deveria ser lembrado o ano inteiro

pexels-anna-tarazevich-5483017

Por Suzi Bonfim

Outubro Rosa está chegando ao fim e, junto com ele, o alerta para a detecção precoce do câncer de mama dá espaço para a divulgação mais intensa de prevenção de outras patologias tão importantes quanto. Porém, é preciso manter o foco no câncer de mama de forma mais incisiva ao longo do ano.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é a primeira causa de morte por câncer na população feminina em todas as regiões do Brasil, com exceção da região Norte, onde o câncer do colo do útero provoca o maior número de mortes entre as mulheres.

A neoplasia é a que mais atinge o sexo feminino. No Brasil, as estimativas apontam 66.280 novos casos, em 2022. As taxas mais altas estão na região Sul do país. O Paraná ocupa o segundo lugar na região, com 3.470 novos casos este ano, atrás apenas do Rio Grande do Sul que deve ter 4.050 novos casos.

Acirrar as campanhas pelo diagnóstico precoce da doença é o caminho para salvar vidas de mulheres que estão sendo acometidas pelo câncer de mama cada vez mais jovens. O autoexame e a visita periódica ao médico são ferramentas que podem viabilizar até 95% de chances de cura da doença. Medidas simples, e assim como a vacina contra a meningite pode evitar que milhares de crianças adoeçam, o toque das mamas é um gesto que tem que fazer parte da rotina das mulheres em todas as faixas etárias.

Há 13 anos, o exemplo da Associação de Apoio a Pessoas em Tratamento e Pós-tratamento do Câncer de Mama de Mato Grosso, a MTmamma Amigos do Peito tem resultados positivos de janeiro a janeiro. O trabalho voluntário leva informação e promove acolhimento e atividades físicas e terapêuticas para mulheres e homens com câncer de mama na capital daquele Estado.

A entidade, pioneira na realização do Outubro Rosa no estado, realiza uma série de atividades este mês. Desde a venda de produtos da MTmamma em shoppings de Cuiabá e Várzea Grande a palestras em instituições públicas e privadas e jantar beneficente para arrecadar recursos para manutenção da organização não governamental que sobrevive de doações, associados e contribuições.

Em entrevista ao podcast Suzi Bonfim Comunicação, a presidente da MTmamma, Josy Faire, falou sobre o trabalho da entidade.

Suzi Bonfim é jornalista e assessora voluntária da MTmamma

Foto: Pexels

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Anuncie no O Londrinēnse

Mais lidos da semana

Anuncie no O Londrinēnse