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Pesquisa busca pais de crianças para estudar hábitos no consumo de medicamentos

Podem participar pais ou responsáveis de crianças de 0 a 11 anos, matriculadas nas escolas públicas de Londrina e Cambé

Agência UEL

Pesquisadores do Departamento de Ciências Farmacêuticas, do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Estadual de Londrina estão procurando pais ou responsáveis por crianças entre zero e 11 anos interessados em participar da pesquisa “Acesso e utilização de medicamentos em pediatria”, que tem o objetivo de identificar e analisar o uso e o acesso a remédios nesta população. Interessados podem responder um questionário eletrônico disponibilizado na plataforma Google docs.

Segundo o coordenador da pesquisa, professor Edmarlon Girotto, o grupo pretende aplicar mil questionários. O público-alvo são os responsáveis por crianças matriculadas nas escolas públicas do Ensino Básico (Infantil e Fundamental – séries iniciais) de Londrina e Cambé. Até o momento, foram respondidos 250 questionários. Os interessados não precisam se identificar. O preenchimento dos dados leva em torno de 15 minutos. Todo o procedimento é realizado de forma virtual.

Os pesquisadores pretendem gerar dados para identificar os hábitos do público infantil no consumo de medicamentos: verificar quais fármacos são mais comuns, se há prescrição médica e a necessidade do tratamento. A partir deste levantamento concreto, será possível propor uma política pública para fortalecer a informação e implementar projetos de extensão para difundir o uso racional de medicamentos.

Uso indiscriminado

De acordo com Girotto, a prática clínica demonstra que cada vez mais crianças estão fazendo uso de remédios como antibióticos e anti-inflamatórios, além de metilfenidato, vendido sob os nomes comerciais Ritalina, Concerta, entre outros. Trata-se de um fármaco estimulante leve do sistema nervoso indicado para crianças com hiperatividade.

Segundo o professor, os pesquisadores partem da hipótese de que em muitos casos está se confundindo o processo natural de desenvolvimento das crianças com os transtornos de hiperatividade. O levantamento pretende compreender se o uso destes medicamentos está relacionado à uma cultura de automedicação ou de generalização dos casos de hiperatividade.

O levantamento teve início em fevereiro deste ano. Estudantes dos cursos de Medicina e Farmácia da UEL e Centro Universitário Filadélfia (Unifil), que integram o projeto como colaboradores, fizeram uma divulgação junto a escolas municipais de Londrina e Cambé. O objetivo foi sensibilizar professores e coordenadores, na tentativa de chegar às famílias dos estudantes.

O professor reafirma que a proposta do trabalho é contribuir com a propagação de uma conduta médica que estimule a redução da prescrição de múltiplos fármacos quando possível, reduzindo as interações medicamentosas e suas reações adversas. Além do professor Edmarlon, integram o grupo de pesquisa os professores Camilo Guidoni, Daniela Alfieri e Joice Cruciol, todos do Departamento de Ciências Farmacêuticas.

Foto: Pexels

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