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Metaverso: você já precisa se preocupar com isso?

A palavra do momento é Metaverso. Mas o que é exatamente isso e para que serve no nosso dia a dia?

Telma Elorza

O LONDRINENSE

É metaverso para lá, metaverso para cá, metaverso em todo lugar. Já tem gente ganhando dinheiro com isso, vendendo cursos sobre o assunto. Mas, calma, você não precisa gastar dinheiro AGORA para conhecer a nova moda e suas possibilidades de negócios futuros. Se você ainda não entendeu direito o que é isso e qual a aplicabilidade desse tal metaverso na nossa vida, vem que O LONDRINENSE explica.

O metaverso entrou novamente em moda depois que o Facebook mudou todo seu conceitual, se preparando para oferecer uma “experiência diferente” para seus usuários, construindo uma plataforma que vai oferecer uma realidade paralela, totalmente virtual. O que Mark Zuckerberg está fazendo é inovador? Não. Na primeira década dos anos 2000, houve um delírio coletivo (mais ou menos como agora) com o Second Life, primeira experiência bem-sucedida comercialmente com o metaverso (e que ainda está ativo). Milhões de pessoas de todo mundo criaram vidas paralelas no Second Life, onde podiam comprar de um tudo – casas, roupas, empresas, comida, etc – para manter essa vida, além de interagir, namorar e até casar com outros habitantes desse território virtual. Várias empresas ganharam dinheiro de verdade vendendo coisas “de mentira”, que só existiam nessa realidade paralela. Uma gamificação da vida. Aliás, qualquer jogo on-line, onde o jogador interage com outros jogadores é um metaverso.

No entanto, a proposta agora é fazer o metaverso interagir com a realidade fora dos computadores. Ou seja, trazer produtos e serviços comprados na realidade virtual para o real, através de propostas de plataformas onde empresas vão criar filiais virtuais para atender seus clientes, através de avatares. E, bem antes do Zuckerberg – que ainda está aprimorando seu mundo virtual -, já tem várias plataformas oferecendo seus serviços de hospedagem virtual para seu negócio. Algumas gratuitas e algumas pagas, onde você compra espaço para construir seu negócio.

A repórter com seu avatar improvisado – Foto: Reprodução da tela

O LONDRINENSE conversou com o advogado especialista em Direito Digital e Crimes Cibernéticos, Fernando Peres, sobre esse novo mundo que o Meta (antigo Facebook) quer enfiar goela abaixo aos seus milhões de usuários. E, para que a experiência da repórter fosse (quase) completa, a entrevista ocorreu on-line, no escritório virtual de Peres, instalado em uma das plataformas disponíveis atualmente. Como eu sou totalmente inexperiente nessa área (o Second Life nunca me atraiu) e não tinha óculos 3D à mão (necessário para ter uma melhor experiência com o espaço virtual), tivemos que complementar também com uma reunião simultânea num aplicativo de reuniões, porque não conseguia me entender direito por lá. Mas serviu para ter uma ideia do que nos espera.

Escritório virtual – Foto: print da tela

Segundo Peres, ele construiu seu escritório virtual porque, futuramente, poderá atender seus clientes, fazer palestras e oferecer cursos, tudo por lá. “Atualmente, o escritório virtual não reflete necessariamente o meu escritório real. Mas qual a ideia? É fazer com que os espaços, proporcionem uma interação e um sentimento de presença. Quando estamos em uma plataforma de videochamada, sabemos que estamos em uma chamada virtual, porém a intenção de um espaço no metaverso é você interagir como se ali estivesse, presente, interagindo com outras pessoas. Eu tenho um avatar com a qual tento refletir a imagem que tenho de mim e, ao convidar outras pessoas, elas poderão se fazer presentes também, por meio de seus avatares”, diz.

Segundo o advogado, para algumas pessoas e negócios é interessante explorar, desde já, o metaverso, mesmo que seja numa plataforma gratuita. O objetivo seria a começar a entender como ele funciona, se sentir à vontade com esse universo e, se for o caso, aí sim investir em plataformas pagas – como a que Zuckerberg está criando “Para uma empresa que está pensando em entrar no metaverso, não adianta começar a investir muito agora, porque não é uma coisa que vai afetar diretamente desde já e que vai trazer resultados financeiros imediatos. Por isso, precisamos aproveitar agora a oportunidade para entendermos o que é o metaverso e aprendermos a melhor maneira de lá interagir”, diz.

De acordo com Peres, no momento, alguns dos profissionais que podem ganhar dinheiro com o metaverso são os designers digitais (para “desenhar” novos mundos) e plataformas. “Estar no metaverso pode ser uma estratégia de consolidação de marca. Mas antes de sair gastando uma fortuna para construir um espaço atrativo no virtual, é interessante pesquisar se seu consumidor vai estar lá”, avalia.

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