Por Robson Moretão
Eu sou Robson Moretão, e esse é mais um texto da coluna “ALÉM DOS CONTROLES” — aquele espaço onde a gente vai além do gameplay e mergulha no que realmente move o universo gamer.
Se você já jogou um simulador de corrida — seja um Gran Turismo, Forza Motorsport ou até aquele velho Need for Speed — sabe que existe um momento em que o controle tradicional simplesmente não dá conta da experiência. É aí que entram os volantes, transformando o que era um jogo em algo muito mais próximo de uma vivência real.
E hoje, o papo é sobre uma dessas portas de entrada para o mundo da simulação: o Thrustmaster T248R. Um volante que promete equilibrar custo e experiência — algo que, no cenário atual dos simuladores, é quase tão disputado quanto uma pole position.
Nem topo de linha, nem básico demais: o equilíbrio do simulador T248R
O mercado de simuladores de corrida evoluiu muito nos últimos anos. O que antes era nicho virou desejo de consumo — e, em muitos casos, até ferramenta profissional. Só que junto com essa evolução veio um problema clássico: preço.
Equipamentos de ponta, como os setups com direct drive, entregam uma fidelidade absurda, mas custam caro. É nesse cenário que o Thrustmaster T248R entra como uma alternativa mais acessível, mirando especialmente quem está dando os primeiros passos no mundo do sim racing.
O pacote é completo: volante, base e um conjunto com três pedais. Nada de precisar comprar tudo separado. E isso já é um ponto importante, principalmente para quem quer começar sem complicação.
Falando da experiência em si, o T248R oferece um sistema de force feedback com torque de até 3,1 nm. Traduzindo para quem não é tão técnico: o volante consegue simular forças como resistência em curvas, perda de tração e impacto com o terreno. Não é o nível de um equipamento profissional, mas entrega o suficiente para tornar a direção muito mais imersiva do que um controle comum.
Na prática, isso muda completamente a forma como você joga. Em títulos como F1 23 ou Assetto Corsa, por exemplo, cada curva deixa de ser apenas um movimento analógico e passa a ser uma leitura do carro. Você sente quando exagera, quando precisa corrigir ou quando está no limite.
Outro ponto interessante é o design do volante. Com cerca de 28 cm de diâmetro e mais de 20 botões disponíveis, ele oferece bastante controle direto — algo essencial em jogos mais complexos, onde ajustes rápidos fazem diferença. A presença de uma tela LCD integrada também chama atenção. Ela mostra dados em tempo real, como velocidade e rotação do motor, algo que aproxima ainda mais da experiência de cockpit.
Já os pedais utilizam sensores magnéticos, conhecidos por serem mais duráveis e precisos. O destaque aqui vai para o pedal de freio, que permite diferentes níveis de pressão — simulando aquela sensação de modular a frenagem, algo essencial para quem quer evoluir na pilotagem.
Claro, nem tudo são flores. Quando comparado a setups mais robustos de marcas como Moza ou Fanatec, o T248R fica atrás em potência e realismo. Mas isso não chega a ser um problema — porque ele não tenta competir nesse nível. A proposta aqui é outra: ser uma porta de entrada sólida.
E talvez esse seja o maior mérito do T248R. Ele não promete ser o melhor volante do mercado. Ele promete ser o suficiente — e, muitas vezes, é exatamente disso que o jogador precisa.

Começar com o que você tem ainda é o melhor caminho
O mais interessante de analisar um produto como o T248R não é só falar de especificações técnicas, mas entender o que ele representa.
Ele fala sobre acesso.
Durante muito tempo, experiências mais imersivas nos games eram restritas a quem podia investir alto. Hoje, equipamentos como esse mostram que dá para entrar nesse universo sem precisar gastar uma fortuna.
E isso se conecta diretamente com a vida fora das telas.
Quantas vezes a gente deixa de começar algo porque acha que não tem o “equipamento perfeito”? O volante perfeito, o setup ideal, o cenário ideal… quando, na verdade, o mais importante é dar a primeira volta.
No sim racing — assim como na vida — você não começa sendo o melhor piloto. Você começa aprendendo a não sair da pista.
O T248R entra exatamente nesse ponto: ele não é o fim da jornada, mas pode ser o início de algo muito maior.
A corrida não espera — e você?
No fim das contas, o volante que você usa importa menos do que a direção que você decide seguir.
Porque no jogo — e fora dele — não é sobre ter o setup mais caro… é sobre saber o momento certo de acelerar, frear e, principalmente, continuar.
Agora me diz: você está esperando o equipamento perfeito… ou já está pronto para largar?
Robson Moretão

Um maluco por games desde sempre – há mais de 30 anos! Sou fissurado em histórias incríveis, desafios “impossíveis” e gráficos realistas. Aqui, na minha coluna, vou falar sobre o avanço desta indústria fantástica e seus desdobramentos.
Ah, e se quiser ficar por dentro das últimas novidades dos games e e-sports diariamente, cola comigo nas minhas redes sociais: Twitter, Tiktok, e Instagram
Leia todas as colunas sobre Games
(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINE̅NSE


