Por Robson Moretão
E aí, galera gamer! Aqui é o Robson Moretão, veterano dos games há mais de 20 anos, trazendo mais um papo reto sobre o universo dos jogos. Hoje, vamos destrinchar dois termos que todo jogador já esbarrou por aí: PvP e PvE. Qual a diferença? Qual é o melhor estilo? E, principalmente, quais cuidados pais e responsáveis devem ter ao liberar esses jogos para crianças e adolescentes? Vamos nessa!
PvP vs. PvE: a guerra entre jogadores e o ambiente
Se você já jogou Fortnite, Call of Duty ou até mesmo Minecraft, já experimentou um desses dois estilos – mesmo sem saber. Mas afinal, o que diabos significam essas siglas?
PvP (Player vs Player): a competição sangrenta

League of Legends – RIOT Games
No PvP, a adrenalina vem do confronto direto entre jogadores reais. Aqui, não tem dó nem piedade: você enfrenta oponentes de carne e osso, que podem ser tão (ou mais) espertos que você.
- Jogos famosos: League of Legends, Counter-Strike, Valorant, Fortnite, PUBG.
- Características: Partidas rápidas, estratégia em tempo real e uma pitada (ou tonelada) de rivalidade.
- Vantagem: Desenvolve reflexo, trabalho em equipe e capacidade de lidar com imprevistos.
- Desafio: Pode ser estressante e, em alguns casos, tóxico – principalmente em partidas ranqueadas.
PvE (Player vs Environment): a jornada cooperativa

World Of Warcraft. Blizzard Entertainment.
Já no PvE, o desafio vem do próprio jogo. Seja enfrentando monstros em Diablo IV, explorando dungeons em World of Warcraft ou sobrevivendo em Minecraft, aqui a cooperação é a chave.
- Jogos famosos: Destiny 2, Monster Hunter, The Witcher 3, Warframe.
- Características: Progressão gradual, narrativa envolvente e menos pressão por desempenho imediato.
- Vantagem: Estimula raciocínio lógico, planejamento e colaboração sem a tensão de rivais humanos.
- Desafio: Pode ficar repetitivo se o jogo não tiver variedade de desafios.
E quando os dois mundos se encontram?
Alguns jogos misturam PvP e PvE, criando experiências únicas. The Division 2 tem as Dark Zones, onde você luta contra NPCs e contra outros jogadores. Sea of Thieves permite alianças e traições entre tripulações. E Dead by Daylight coloca um grupo de sobreviventes contra um assassino controlado por um jogador.
Pais, atenção: o que observar antes de liberar esses jogos?

Imagem gerada por IA
Se você tem filhos ou irmãos mais novos mergulhando no mundo dos games, é importante entender os riscos e benefícios de cada estilo.
PvP: a pressão da competição
Idade mínima recomendada: Depende do jogo, mas muitos PvPs (como Fortnite e Call of Duty) têm classificação 12+ ou 16+ por violência e interação online.
Riscos:
- Toxicidade: Algumas comunidades são hostis, com xingamentos e comportamentos agressivos.
- Vício em ranqueadas: A pressão por vitórias pode levar a frustração e até ansiedade.
Dicas para pais:
- Ative controles parentais para limitar chat de voz e texto.
- Converse sobre fair play e respeito aos outros jogadores.
- Estabeleça limites de tempo para evitar excessos.
PvE: mais tranquilo, mas nem sempre inocente
Idade mínima recomendada: Varia – Minecraft é tranquilo para crianças, enquanto Dark Souls pode ser pesado para menores.
Riscos:
- Conteúdo violento: Alguns PvEs têm monstros, sangue e temas maduros.
- Compulsão por progressão: Jogos como Diablo e Warframe usam mecânicas de recompensa que podem viciar.
Dicas para pais:
- Verifique a classificação indicativa (PEGI, ESRB).
- Jogue junto ou assista para entender o conteúdo.
- Ensine sobre equilíbrio entre jogatina e outras atividades.
Qual o melhor para você (ou seu filho)?
No fim, a escolha entre PvP e PvE depende do perfil do jogador:
- Competitivo e resiliente? PvP pode ser a vibe.
- Cooperativo e focado em histórias? PvE é a melhor pedida.
E para os pais, o segredo é acompanhar, orientar e estabelecer limites. Os games são incríveis, mas como tudo na vida, moderação e segurança são essenciais.
E aí, qual seu estilo preferido? PvP, PvE ou os híbridos? Conta aí nos comentários!
Até a próxima, e lembrem-se: game é diversão, mas com responsabilidade!
Robson Moretão

Um maluco por games desde sempre – há mais de 30 anos! Sou fissurado em histórias incríveis, desafios “impossíveis” e gráficos realistas. Aqui, na minha coluna, vou falar sobre o avanço desta indústria fantástica e seus desdobramentos.
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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINE̅NSE

