Por Robson Moretão
E aí, galera do “ALÉM DOS CONTROLES”! Aqui é o Robson Moretão, seu correspondente gamer de plantão, trazendo mais uma análise quentinha direto do forno dos games. Hoje, vamos falar sobre Exoborne, o shooter de extração que está dando o que falar e promete sacudir o gênero com uma proposta ousada e cheia de adrenalina. Se você curte jogos que misturam estratégia, ação frenética e um toque de caos climático, prepare-se para embarcar nessa jornada apocalíptica. Vamos lá?
O que é Exoborne?
Imagine um mundo onde a Terra foi reduzida a escombros, com tornados de fogo, tempestades de raios e ventanias que arremessam carros como se fossem de papel. Agora, coloque-se no meio desse caos, equipado com um exoesqueleto high-tech, e tente sobreviver enquanto coleta recursos, enfrenta inimigos e escapa antes que o planeta decida lhe engolir. Essa é a premissa de Exoborne, o novo jogo da Sharkmob que promete reinventar o conceito de shooters de extração.
O jogo pega elementos de clássicos como Escape from Tarkov e Apex Legends, adiciona uma pitada de Helldivers 2 e joga tudo isso em um cenário pós-apocalíptico onde o clima é tão mortal quanto os inimigos. Segundo Peter Nielsen, diretor criativo do jogo, a ideia é manter o jogador no limite o tempo todo, mas com liberdade para explorar e improvisar. E, pelo que vi, eles conseguiram entregar exatamente isso.
Os prós: caos, mobilidade e personalização
Vamos começar pelo que Exoborne faz de melhor: a mobilidade. O jogo dá ferramentas para se mover pelo mapa de forma ágil e estilosa. Com um grappling hook (gancho de escalada), você escala torres, escapa de emboscadas e até faz manobras dignas de um Batman do fim do mundo. Já o planador permite cruzar grandes distâncias, mas cuidado: ventos fortes podem jogá-lo contra uma parede sem dó.
Outro ponto alto são as classes de exoesqueletos, cada uma com habilidades únicas. O Viper é ágil e letal em combates corpo a corpo, o Fortress é um tanque ambulante, e o Kestrel é especializado em suportar danos climáticos e causar explosões. Escolher sua armadura é tão estratégico quanto decidir o que levar na mochila, e a personalização com módulos adicionais permite adaptar seu estilo de jogo.
E não podemos esquecer do sistema climático, que é praticamente um inimigo à parte. Tornados de fogo, tempestades de raios e ventanias que mudam o rumo da partida em segundos. É incrível como o clima afeta a jogabilidade, criando situações imprevisíveis e cheias de tensão. Em um momento, você está em um tiroteio; no outro, está correndo de um tornado que devora tudo no caminho.

Imagens: Divulgação
Os contras: exagero visual e repetição
Mas nem tudo são flores (ou, no caso, destroços). Exoborne peca um pouco no excesso de efeitos visuais. Durante tempestades de raios ou tornados, a tela fica tão cheia de partículas e luzes que fica difícil localizar inimigos ou até mesmo entender para onde ir. Em áreas sombrias, como interiores e cavernas, a iluminação inconsistente pode atrapalhar a identificação de baús ou oponentes.
Outro ponto que merece atenção é a repetição visual. Apesar de o cenário apocalíptico ser impressionante, algumas áreas urbanas acabam se parecendo demais, com prédios em ruínas que se repetem ao longo do mapa. Para um jogo que promete tanta imersão, essa falta de variedade pode cansar em partidas mais longas.
Acessibilidade e progressão
Um dos grandes diferenciais de Exoborne é a acessibilidade. Enquanto jogos como Escape from Tarkov podem intimidar com menus complexos e uma economia opressiva, aqui o sistema é mais direto e amigável para iniciantes. As armas são classificadas por cores (do comum ao lendário), e o loot é fácil de entender. Isso não significa que o jogo seja fácil — a tensão e o desafio estão presentes em cada decisão.
A progressão também é bem pensada. Na sua base de operações, o Pain Arsenal, você personaliza seu loadout, escolhe missões e investe em melhorias para os exoesqueletos. Cada escolha importa, e o risco de perder tudo ao morrer dá um peso real a cada partida.

Vale a pena entrar no olho do furacão?
Exoborne poderia ser só mais um shooter de extração tentando surfar na onda do gênero, mas ele vai além. Com uma combinação de mobilidade frenética, um sistema climático imprevisível e uma progressão que recompensa riscos calculados, o jogo tem tudo para se destacar em 2025.
Claro, ele não é perfeito. O excesso de efeitos visuais e a repetição de cenários podem atrapalhar em alguns momentos, mas nada que comprometa a experiência geral. Se você está procurando um jogo que lhe faça suar frio e pensar duas vezes antes de dar cada passo, Exoborne é a sua pedida.
E aí, preparado para encarar o apocalipse? Eu já estou com meu exoesqueleto ajustado e meu planador na mochila. Nos vemos no campo de batalha!
Até a próxima, galera. E lembre-se: no mundo de Exoborne, até o clima quer lhe matar. Jogue com cuidado! 🎮🔥
Robson Moretão

Um maluco por games desde sempre – há mais de 30 anos! Sou fissurado em histórias incríveis, desafios “impossíveis” e gráficos realistas. Aqui, na minha coluna, vou falar sobre o avanço desta indústria fantástica e seus desdobramentos.
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