Por Robson Moretão
Olá, pessoal! Aqui é o Robson Moretão, do ALÉM DOS CONTROLES. Espero que estejam bem! Hoje quero conversar com vocês sobre um tema que vai além das telas: como os games podem aproximar gerações. E o exemplo perfeito disso está em Final Fantasy XIV e na minissérie japonesa “Dad of Light”.
Pouca gente sabe, mas essa produção, lançada em 2017, é baseada em uma história real. Nela acompanhamos Akio Inaba, um jovem que decide apresentar o jogo para o pai aposentado. A ideia inicial parecia simples: dividir momentos dentro do mundo virtual de Final Fantasy XIV. Mas a experiência acabou se tornando muito maior do que apenas um passatempo. Jogando lado a lado, pai e filho redescobriram afinidades, construíram uma nova forma de diálogo e, aos poucos, conseguiram levar essa parceria também para fora do game.
Essa é justamente a grande beleza por trás da obra: mostrar que os videogames podem ser pontes de relacionamento. Muitas vezes existe uma barreira entre pais e filhos, especialmente quando falamos de tecnologia. Mas, quando há abertura e paciência, o jogo deixa de ser apenas um “entretenimento” e passa a ser uma oportunidade de convivência, aprendizado e aproximação.

“Dad of Light” até 1 de setembro na Netflix
Vale dizer que a minissérie é curta — são apenas oito episódios — e estará disponível na Netflix até 1º de setembro. Ou seja, ainda dá tempo de assistir e se emocionar com essa história que, apesar de singela, carrega um significado muito profundo sobre família, afeto e tempo compartilhado.
O sucesso foi tanto que, em 2019, a trama ganhou uma versão para o cinema com o título “Brave Father On-line: Story of Final Fantasy XIV”. O longa conseguiu explorar ainda mais aspectos emocionais da relação entre pai e filho e trouxe até cenas gravadas dentro do próprio jogo, com apoio da desenvolvedora Square Enix. É uma experiência que mistura realidade e ficção de maneira muito sensível.
Agora, falando diretamente com você, leitor: já pensou em jogar com seus pais? O exemplo de Dad of Light mostra como isso pode ser transformador. Jogar em dupla significa tomar decisões juntos, superar desafios e celebrar pequenas conquistas. No caso de Final Fantasy XIV, um jogo on-line de cooperação, esse processo é ainda mais evidente. Um ajuda o outro, seja para enfrentar inimigos, explorar novos mapas ou simplesmente conversar enquanto cumprem missões mais tranquilas.
E aqui está o ponto mais importante: não é sobre entender todas as mecânicas do jogo ou dominar cada detalhe técnico, mas sim sobre estar presente. Sobre dedicar algumas horas para compartilhar um mesmo espaço — mesmo que virtual — e transformar isso em memória afetiva. Quem já jogou sabe o quanto é especial comemorar uma vitória, rir de um erro ou apenas passar um tempo junto em frente à tela.
Se você ficou curioso, minha sugestão é: dê uma chance. Convide seu pai ou sua mãe para conhecer um jogo que você gosta. Comece devagar, escolha algo que não seja complicado demais e permita que eles participem no próprio ritmo. Às vezes o mais importante não é “vencer”, mas sim o simples fato de estarem juntos naquela experiência.
Final Fantasy XIV e Dad of Light nos lembram que, no fim das contas, os jogos são sobre histórias que vivemos com as pessoas que amamos. Vale a pena aproveitar essa oportunidade — seja assistindo à minissérie antes que saia do catálogo, seja ligando o console ou o PC e convidando quem você ama para jogar ao seu lado.
Afinal, o melhor “final fantasy” de todos é aquele que criamos em família.
Foto principal: Imagem Divulgação Netflix
Robson Moretão

Um maluco por games desde sempre – há mais de 30 anos! Sou fissurado em histórias incríveis, desafios “impossíveis” e gráficos realistas. Aqui, na minha coluna, vou falar sobre o avanço desta indústria fantástica e seus desdobramentos.
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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINE̅NSE

Uma resposta
Me fez lembrar de “A Extraordinária Vida de Ibelin” na Netflix também.